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Eleições na Rússia #Duma2016: A máquina do Estado, os partidos fantasma e a descrença

Partidos derrotados pelo Rússia Unida lamentam alegadas desvantagens na campanha que terão acabado por beneficiar o poder instalado.

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Eleições na Rússia #Duma2016: A máquina do Estado, os partidos fantasma e a descrença

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O Partido Liberal Democrata foi um dos vencedores das eleições para a câmara baixa do Parlamento russo. Terceiros mais votados há cinco anos, os liberais democratas conseguiram escalar agora nas preferências dos russos e deverão ganhar ao Partido Comunista a segunda maior bancada da Duma.

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"Infelizmente, os russos deixaram de acreditar que um processo democrático como as eleições pode de facto mudar alguma coisa."

Mikhail Kasyanov Líder do Parnas

O líder dos liberais democratas “os resultados do Rússia Unida devem-se à própria máquina do Estado”. “Não foi o partido que o conseguiu, foi o próprio poder do Estado”, considerou Vladimir Zhirinovsky.

Em queda parece estar o Partido Comunista. Há cinco anos, os comunistas conseguiram 19 por cento dos votos, agora devem ficar-se pelos 16 por cento e lamentam a falta de confronto na campanha. “Não houve debates. Foram criados partidos fantasma para nos retirar votos. O Rússia Unida está a tentar uma aliança com Liberais Democratas apenas para conseguir a maioria no Parlamento”, acusou o líder comunista Gennady Zyuganov

Uma vez mais sem representação na Duma deverá ficar o Parnas. O Partido Republicano, assumidamente anti-Kremlin, mantém-se longe do limite mínimo dos cinco por cento para conseguir entrar no parlamento e lamenta a alegada descrença popular.

“Infelizmente, os russos deixaram de acreditar que um processo democrático como as eleições pode de facto mudar alguma coisa. É pena”, afirmou Mikhail Kasyanov, líder do Parnas.

Tal como há cinco anos, haverá um quarto partido representado na câmara baixa do parlamento. O Rússia Justa terá perdido eleitores, mas volta a conseguir ultrapassar os cinco por cento e poderá ser mais um apoio às medidas propostas por Medvedev e Putin na Duma.