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Húngria:Viktor Orban desafia Bruxelas

O primeiro-ministro Viktor Orban espera uma rejeição maciça das quotas de refugiados impostas por Bruxelas, domingo, dia em que os húngaros vão indicar se querem ou não que “a UE pode promulgue uma r

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Húngria:Viktor Orban desafia Bruxelas

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O primeiro-ministro Viktor Orban espera uma rejeição maciça das quotas de refugiados impostas por Bruxelas, domingo, dia em que os húngaros vão indicar se querem ou não que “a UE pode promulgue uma relocalização obrigatória de cidadãos não húngaros na Húngria sem a aprovação do Parlamento.”

Os slogans escolhidos pelo governo, são retransmitidos por uma imprensa em grande parte ao serviço do poder. A comunidade muçulmana sente-se visada.

O Imam da mesquita Darusallam em Budapeste comenta:
“Poderíamos dizer que esta campanha (referendo anti-imigrante) é contra os migrantes, mas na realidade é secretamente contra o Islão, é assim que as pessoas na sua maioria o entendem. Uma vez que uma grande percentagem dos migrantes são muçulmanos, por isso, indiretamente, é contra o Islão.”

Segundo as últimas estimativas o “não” deve vencer com cerca de 70% dos votos. No entanto, ainda não há garantias de que a taxa de participação do eleitorado alcance os 50% que exigidos, quer dizer, quatro milhões de votos – para que o referendo seja validado.

“Eu estou a começar a sentir que a minha própria pátria está me repudiar-me. Eu sou húngara e quero fazer parte deste país, mas se as pessoas estão fazer este tipo de propaganda outras podem ser influenciadas e isso pode provocar outras coisas”.

A esquerda, em si muito dividida e enfraquecida denuncia uma “campanha de medo” e um “clima de ódio” posta em marcha pelo governo.