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Alemanha, França e Itália reúnem-se para debater a Síria e segurança europeia


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Alemanha, França e Itália reúnem-se para debater a Síria e segurança europeia

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O conflito na Síria e, mais em particular, a dramática situação em Alepo estiveram entre os vários temas debatidos esta quarta-feira, em Roma, pelos responsáveis diplomáticos de Alemanha, França e Itália. A política europeia de segurança e defesa (CSDP) também esteve sobre a mesa.

A reunião aconteceu um dia após o presidente da Rússia ter cancelado uma viagem a França, com críticas ao Eliseu pela resolução para o conflito sírio apresentada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. A delegação russa vetou a proposta e Vladimir Putin alegou que essa teria sido a intenção francesa desde o início (vídeo em baixo).

Após a reunião em Roma, o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros sublinhou, apesar de tudo, haver confiança “de que a Rússia acabe por dar um contributo decisivo à crise na Síria, influenciando de forma positiva o regime de Bashar al-Assad”. “Embora nas últimas semanas esse não tenha sido o caso”, lamentou Paolo Gentiloni.

Uma das declarações mais esperadas de entre os três diplomatas presentes na reunião era, claro, a do ministro dos Negócios Estrangeiros francês. Jean Marc Ayrault referiu que a “prioridade não é entrar num ciclo de sanções” a Moscovo.

“A nossa prioridade e determinação passam por convencer todos os envolvidos a parar com os bombardeamentos em Alepo e permitir, tão rápido quanto possível, o acesso de ajuda humanitária e também a retomada do processo político”, afirmou Ayrault.

O homólogo alemão, por fim, lembrou que há muito mais em jogo na Síria do que os interesses políticos de Damasco, Moscovo, Washington ou Bruxelas. “Não está em causa apenas a nossa responsabilidade política. Vendo as imagens que todos os dias nos chegam de Alepo, escutando as notícias, percebe-se que isto é também sobre responsabilidade moral”, considerou Frank-Walter Steinmeier.

Esta reunião em Roma partiu de uma iniciativa italiana e teve por base começar a preparar com a França e a Alemanha a cimeira europeia marcada para março, em Malta, onde irão ser aprofundados todos os os problemas que se colocam aos diversos parceiros como, por exemplo, o “Brexit” ou as consequências do conflito na Síria.

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