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Aliança com interesses opostos avança sobre Mossul

Começou a batalha de Mossul.

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Aliança com interesses opostos avança sobre Mossul

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Começou a batalha de Mossul. A ofensiva para libertar a segunda maior cidade do Iraque do autoproclamado Estado Islâmico junta forças com interesses distintos.

A norte avançam os combatentes curdos. Mossul é uma cidade de maioria sunita numa região tradicionalmente curda. Os peshmergas estão por isso na linha da frente e mostram-se motivados. No terreno estão também soldados turcos. Ancara não deseja que os curdos se estabeleçam como a principal força na região. Nos combates participam igualmente as milícias xiitas, apoiadas pelo Irão, as forças governamentais fiéis a Bagdade e os aviões da aliança internacional liderada pelos Estados Unidos.

O lançamento da ofensiva foi anunciado pelo primeiro-ministro iraquiano, Haider Al-Abadi, às primeiras horas desta segunda-feira. Os números das forças em presença não são conhecidos, embora várias fontes refiram a participação de cerca de 25 mil homens do lado dos assaltantes e perto de 4 mil entre os sitiados. Para evitar abusos e confrontos entre sunitas e xiitas, Al-Abadi afirmou que só as forças governamentais irão entrar na cidade. Os combates deverão durar, no mínimo, duas semanas.

Mossul foi tomada pelo Daesh em junho de 2014. A cidade tinha cerca de dois milhões de habitantes e terá pedido metade dos residentes. A ONU receia mais um drama humanitário.