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Entre Clinton e Trump valeu "quase tudo" no último debate


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Entre Clinton e Trump valeu "quase tudo" no último debate

Provocador como sempre, Donald Trump reiterou a desconfiança que tem manifestado em relação ao sistema democrático americano. A três semanas da eleição, o candidato republicano criou , no último debate, estupefação, deixando Hillary Clinton “aterrorizada”, segundo as suas próprias palavras:

O moderador, Chris Wallace, lançou a pergunta:
“Quero perguntar-lhe, aqui esta noite. O senhor assume o compromisso de respeitar absolutamente o resultado desta eleição?

E a resposta de Trump foi um balde de água fria:
“Verei na altura… Não vou decidir nada disso agora… Verei na altura…”

Wallace, insistiu e argumentou:
“Mas, é a tradição no nosso país. Na realidade, um dos orgulhos deste país, é a transição pacífica do poder, independentemente da dureza da campanha, no final, o candidato que perde , concede a vitória ao vencedor… “

Donald Trump, não desarmou:
“Vou responder-lhe na altura… Deixo-o em suspense”.

Hillary Clinton não deixou passar a ocasião:
“Bom, Chris, deixe-me responder a isto, porque isto é aterrador. De cada vez que o Donald pensa que as coisas não correm a seu favor, afirma que o que quer que seja é manipulado contra ele”.

No bom estilo Trump, o candidato republicano respondeu:
“Que mulher desagradável.”

Neste debate, uma vez mais, a influência de Putin provocou um fogo cruzado entre os dois candidatos:

“Putin, por tudo o que tenho visto, não tem respeito nenhum por esta pessoa”, atacou Trump.

Hillary rebateu:
“Isso é porque ele preferia ter um fantoche como presidente dos Estados Unidos”.

“Não há fantoche. O fantoche é você”, retorquiu Trump.

Hillary Contra-atacou:
“É muito claro que você não admite que os russos realizaram ciberataques contra os Estados Unidos da América e que você encoraja a espionagem contra o nosso povo (…)”

Sobre a política de alianças dos Estados Unidos, Clinton também passou à ofensiva:

“Ele é uma pessoa que tem sido irresponsável sobre o uso das armas nucleares. Defendeu que mais países deviam tê-las – o Japão, a Coreia, até a Arábia Saudita. Disse: “Se as temos porque é que não as utilizamos? O que eu penso que é aterrorizador (…)”.

“O que eu disse foi que temos que renegociar estes acordos, porque o nosso país não pode pagar para defender a Arábia Saudita, o Japão, a Alemanha, a Coreia do Sul e muitos outros sítios… não podemos continuar a pagar… Ele interpretou como sendo armas nucleares”, ripostou Trump.

Este debate foi também a última ocasião para falar a um vasto público televisisvo antes de 8 de novembro:
Os dois aproveitaram para passar a mensagem:

“Toda a minha vida profissional defendi as causas das crianças e das famílias. É por isso que a minha missão é a presidência”, afirmou Hillary

Donald, assegurou:
“Nós vamos tornar a América forte outra vez e vamos tornar a América grande outra vez. E isso tem que começar agora”.

E, neste clima de tensão, obviamente, não houve nem sequer o aperto de mão de circunstância entre os candidatos.

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