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Nenhum comboio da ONU com ajuda humanitária conseguiu entrar em Aleppo desde 7 de julho e as rações de comida vão esgotar-se no final de outubro. A fome está a ser usada como arma de guerra. A esta constatação, agora confirmada, junta-se a denúncia da principal autoridade de direitos humanos da Organização das Nações Unidas de que o cerco e os bombardeios no leste da cidade síria de Aleppo são crimes de guerra.

Zeid Ra’ad al Hussein, em discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, exortou as grandes potências a porem de lado as diferenças e a encaminharem a situação na Síria ao procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI).

“Grupos de oposição armados continuam a disparar morteiros e outros projécteis em bairros civis de Aleppo ocidental, mas os ataques aéreos indiscriminados em toda a parte oriental da cidade por forças do governo e seus aliados são responsáveis pela grande maioria das mortes de civis, e estas violações constituem crimes de guerra “.

Sergei Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros explica:
“Jabhat al-Nusra, Ahrar al-Sham e outras organizações que cooperam com eles estão sabotando os esforços das Nações Unidas, que foram feitas com o apoio da Rússia e governo sírio, para configurar a ajuda humanitária no leste de Aleppo. As rotas por onde deve passar a ajuda humanitária estão a ser diretamente atacadas”.

Desde 22 de setembro, os bombardeios aéreos da zona leste de Aleppo provocaram perto de meio milhar de e 2.000 feridos, segundo a ONU. Mais de 25% de todos os mortos são crianças.