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Os jovens marroquinos que lutam pelo futuro do ambiente


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Os jovens marroquinos que lutam pelo futuro do ambiente

A proteção ambiental está a motivar várias iniciativas no seio da sociedade civil de Marrocos. Vamos conhecer o exemplo de Casablanca, onde inúmeros jovens criaram associações para pôr mãos à obra e organizar campanhas de sensibilização.

Uma dessas associações chama-se Bahri. Foi criada em 2010 e já organizou cerca de três dezenas de operações de limpeza na costa marroquina e em várias cidades. A última destas iniciativas contou com mais de 5 mil voluntários.

O fundador da Bahri, Saad Abid, afirma sentir “uma responsabilidade perante o futuro do país. Criei esta associação porque estava farto de ver poluição. Quero que os meus filhos cresçam num ambiente saudável, que possam ir à praia sem encontrar lixo por todo o lado. Aqui em Casablanca, temos trabalhado com os chamados ‘farrapeiros’, que ajudam a reduzir a quantidade de lixo”.

Mustapha El Hamri colabora com a associação. Todos os dias, recolhe embalagens em plástico e cartão, levando-as em seguida para uma unidade de reciclagem. “Nós queremos manter o país limpo, não queremos lixo nas ruas. Gostava de ver mais pessoas a fazerem reciclagem e separação de lixo. É um processo que beneficia toda a gente”, diz-nos.

A Zero Zbel é uma outra associação que visa despertar a consciência dos jovens para a responsabilidade ecológica. É através das redes sociais que se difundem mensagens que evocam, de forma apelativa, as implicações das alterações climáticas. “Marrocos enfrenta uma série de desafios ambientais. Nós consideramos que é prioritário mudar mentalidades. Por isso, criamos conteúdos que são acessíveis a todos e damos voz aos jovens”, explica Mamoun Ghallab, fundador da Zero Zbel.

Dar voz aos jovens é, precisamente, um dos objetivos declarados da COP22, a cimeira sobre as alterações climáticas que este país se prepara para acolher. Driss El-Yazami, responsável pelas atividades da sociedade civil no encontro, declara que “durante a COP, todas estas associações e coletividades territoriais vão ter a oportunidade de apresentar as suas ideias e projetos. Vão poder interagir e negociar com representantes governamentais, e assim ter uma participação nas conclusões finais desta cimeira. Num país como Marrocos, aliás como em todo o continente africano, onde 50% da população tem menos de 25 anos, é essencial envolver os jovens. Se não contarmos com eles, vai tornar-se muito difícil viver neste planeta”.

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