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Presidente de Angola "profundamente consternado" pela morte de Fidel Castro


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Presidente de Angola "profundamente consternado" pela morte de Fidel Castro

O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, revelou-se “profundamente consternado ao tomar conhecimento do desaparecimento físico do Líder da Revolução Cubana e antigo Presidente da República de Cuba, Comandante Fidel Castro Ruz”, lê-se numa nota distribuída este sábado pela Casa Civil da presidência angolana.

Para José Eduardo dos Santos, Fidel Castro era “uma figura impar de transcendente importância histórica, que marcou a sua época pelo papel que desempenhou no seu país e nas grandes transformações da humanidade, em prol da liberdade, justiça social e desenvolvimento dos povos.”


O Chefe de Estado angolano recordou “a solidariedade que Cuba brindou à luta dos povos colonizados, em especial ao povo angolano, sublinhando a inesquecível contribuição daquele país, sob a sua liderança, na defesa e manutenção da soberania e integridade territorial de Angola, na resistência à agressão do então regime racista sul-africano.”

O Presidente angola endereçou “profundas condolências ao Presidente Raul Castro Ruz, ao Governo, ao povo cubano e à família enlutada, prestando a mais sentida homenagem à ilustre figura do inditoso Comandante Fidel Castro.”

O histórico líder cubano, comandante-chefe da revolução de 1959, que depôs Fulgencio Batista e viria a instituir um regime comunista naquela ilha caribenha, morreu na sexta-feira, 25 de novembro, com 90 anos, às 22:29 locais (03:29 de sábado em Lisboa).

O anúncio da morte de “El Comandante”, Fidel Alejandro Castro Ruz, foi feito pelo seu irmão e sucessor desde 2008, Raul, na televisão estatal, terminando com o grito “Até à vitória, sempre!”.

MPLA e combatentes da Batalha do Cuito Cuanavale consternados

O apoio militar de Cuba à luta pela independência de Angola, no período da guerra colonial e por decisão de Fidel Castro, tem sido recordado durante este sábado pelos meios de comunicação angolanos, em especial pela ajuda na “derrota dos exércitos invasores do então regime do apartheid da África do Sul e do ex-Zaire”, destaca uma declaração do MPLA, o partido que governa Angola desde 1975.

O vice-presidente do MPLA aproveitou um encontro na cidade Uíge com militantes do partido, incluindo o grupo da juventude (JMPLA) e da Organização Política do partido (OMA), para reagir à morte de Fidel Castro. “Estamos a realizar este encontro, num dia de muita tristeza, pela morte do Presidente Cubano, Fidel Castro”, afirmou João Gonçalves Lourenço, pedindo aos participantes um minuto de silêncio pelo desaparecimento físico do líder da Revolução Cubana, “um grande homem” de quem destacou “o humanismo.”

João Lourenço enalteceu o papel dos combatentes cubanos em Angola, referindo que Fidel foi um grande defensor da humanidade, não apenas dos humildes e oprimidos do seu país, mas de todo o mundo.


A Associação Clube dos Combatentes e Amigos da Batalha do Cuito Cuanavale (CACBACC) emitiu também uma nota de condolências pela morte de Fidel Castro.

“Nós, heróis da Batalha do Cuito Cuanavale, inclinamo-nos perante a memória do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, e grande amigo do povo angolano. Através dos seus pelos conselhos, ganhámos forças para a defesa da integridade territorial de Angola”, lê-se na nota.

A Batalha de Cuito Cuanavale decorreu na província de Cuando-Cubango, no sul de Angola, entre 15 de novembro de 1987 e 23 de março de 1988, e é descrita como o maior confronto militar da Guerra Civil angolana. Opôs as Fapla (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola) e as FAR (Forças Armadas Revolucionárias Cubanas) contra as milícias da UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) e o exército da África do Sul.







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