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Campeão de Fórmula 1 no domingo, Nico Rosberg "reforma-se" aos 31 anos


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Campeão de Fórmula 1 no domingo, Nico Rosberg "reforma-se" aos 31 anos

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Cinco dias depois de conquistar o primeiro título mundial de pilotos na Fórmula 1, Nico Rosberg surpreendeu o mundo pelas redes sociais da internet e anunciou, aos 31 anos, o abandono da competição automóvel. O adeus acontece com menos dois anos do que os que tinha o pai, o finlandês Keke Rosberg, quando venceu o seu único título mundial de Fórmula 1.

“Desde que comecei a correr, há 25 anos, o meu sonho foi sempre tornar-me campeão de Fórmula 1. Persegui este objetivo trabalhando duro, com sacrifícios, com dor. Agora atingi esse objetivo. Escalei a minha montanha, estou no pico, por isso parece-me o mais certo”, explicou o até aqui piloto da escuderia germânica Mercedes.

Rosberg revelou, através de uma publicação no Facebook, ter tomado “a decisão na segunda-feira à noite”, cerca de 24 horas depois de se ter tornado no 33.° campeão da história da Fórmula 1 e o terceiro alemão a consegui-lo. “Depois de refletir durante um dia, as primeiras pessoas a quem comuniquei a decisão foram a minha mulher Vivian e o Gerg (Nolte, da equipa de representantes), depois ao Toto (Wolff, o patrão da Mercedes)”, contou.

O alemão contou que a decisão de abandonar começou a ganhar forma na corrida em Suzuka, no Japão, no início de outubro, com mais outros quatro grandes prémios ainda por realizar. “Foi a partir do momento em que o destino do título ficou nas minhas mãos. A pressão começou e eu comecei a pensar em acabar a minha carreira se me sagrasse campeão mundial. No domingo de manhã, em Abu Dhabi, senti que podia ser a minha última corrida e esse sentimento deu-me clareza de espírito antes do sinal de partida”, relata Nico Rosberg.

“Queria desfrutar cada pedaço da experiência, sabendo que poderia ser a última vez… depois, as luzes apagaram-se e eu tive as 55 voltas mais intensas da minha vida”, escreveu o alemão.

“Não encontrro palavras suficientes para agradecer à minha mulher Vivian. Foi incrível. Percebeu que este era o grande ano, era a nossa oportunidade de o conseguir, e criou o espaço necessário para que eu me recuperasse totalmente entre cada corrida e tomando conta da nossa filha todas as noites, assumindo o controlo quando as coisas se tornavam mais difíceis e colocando o nosso campeonato sempre em primeiro lugar”, disse Rosberg, acrescentando que a “a única coisa que torna a decisão de certa forma difícil” é o facto de “colocar agora a família das corridas numa posição complicada.”

33.° campeão mundial na história da Fórmula 1

Rosberg tornou-se no domingo, em Abu Dhabi, o 33.º campeão mundial da categoria rainha do desporto automóvel.

Filho de um finlandês também campeão há 34 anos, é o terceiro alemão na lista de campeões, num total de 12 títulos conquistados por pilotos germânicos — todos nos últimos 23 anos e mais de metade (sete) pelas mãos de Michael Schumacher, com quatro ganhos por Sebastian Vettel.

No domingo, em Abu Dhabi, Rosberg apenas precisava de terminar no pódio, independentemente do resultado do colega de equipa, Lewis Hamilton. O alemão manteve-se sempre no controlo das operações, mesmo quando o inglês tentou uma manobra a roçar o desespero.

Hamilton tinha largado da “pole position”, desobedeceu reiteradamente às ordens da equipa para acelerar na fase final da prova e, pelo contrário, reduziu a velocidade. O objetivo do inglês era manter Rosberg sob pressão de outros pilotos e, quem sabe, que fosse mesmo ultrapassado, falhando o pódio.

(“Dissemos nesta altura (há 17 anos) que viríamos a ser campeões e agora já somos. Felicidades Nico, fizeste tudo o que um campeão deve fazer. Bem merecido.”)

O tricampeão (2008, 2014 e 2015) manteve-se sempre a salvo de uma ultrapassagem do colega de equipa, mas Rosberg nunca esteve em risco, graças também à superioridade dos monovolumes da Mercedes, que já tinha assegurado o título de construtores com grande antecedência.

Rosberg cruzou a meta a 439 milésimos de Hamilton, que chegou ao 53.º triunfo da carreira em grandes prémios e ao 10.º só nesta época. Com Sebastian Vettel a completar o pódio, Rosberg foi segundo, conquistou o título e retira-se campeão.

“Estou muito orgulhoso por ter conseguido a reeditar o feito do meu pai”, confessou o alemão, o segundo piloto filho de um campeão mundial de F1 a seguir os passos do pai, depois do título em 1996 do britânico Damon Hill, filho do bicampeão Graham Hill (1962 e 1968).

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