This content is not available in your region

Síria: Moscovo e Pequim vetam resolução de cessar-fogo no Conselho de Segurança

Access to the comments Comentários
De  Euronews
Síria: Moscovo e Pequim vetam resolução de cessar-fogo no Conselho de Segurança

<p><strong>Com Lusa</strong></p> <p>A <strong>Rússia</strong> e a <strong>China</strong> <strong>vetaram</strong> a resolução do <strong>Conselho de Segurança</strong> das Nações Unidos, que determina um <strong>cessar-fogo</strong> de sete dias na cidade síria de <strong>Alepo.</strong></p> <p>O texto, apresentado por Espanha, pelo Egito e pela Nova Zelândia, teve 11 votos a favor, <strong>a abstenção de Angola</strong> e três contra, incluindo os da Rússia e da China, que têm <strong>poder de veto</strong>.</p> <p>Moscovo tentou adiar a votação, alegando problemas de procedimento e defendendo a necessidade de esperar pelo <strong>resultado das negociações</strong> entre a Rússia e os Estados Unidos sobre a retirada dos <strong>rebeldes</strong> da zona este de Alepo.</p> <p>O embaixador russo das Nações Unidas, <strong>Vitaly Churkin</strong>, considerou que submeter esta resolução violou as regras do Conselho de Segurança, considerando que não se cumpriram os prazos necessários.</p> <p>A delegação norte-americana considerou que os argumentos de Moscovo não eram mais do que um <strong>“álibi inventado”</strong> e disse que as partes <strong>não estão próximas</strong> de alcançar um acordo em relação a Alepo, apesar do que adianta a Rússia. <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="en" dir="ltr">A Council “held to ransom”.<a href="https://twitter.com/MatthewRycroft1"><code>MatthewRycroft1</a>&#39;s strong words after <a href="https://twitter.com/hashtag/UNSC?src=hash">#UNSC</a> failed again to deliver a ceasefire & hope to the people of <a href="https://twitter.com/hashtag/Aleppo?src=hash">#Aleppo</a> <a href="https://t.co/xpuUnN2HTU">pic.twitter.com/xpuUnN2HTU</a></p>&mdash; UKUN_NewYork (</code>UKUN_NewYork) <a href="https://twitter.com/UKUN_NewYork/status/805890579183714304">5 décembre 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> A resolução vetada foi negociada durante semanas e tinha como objetivo estabelecer uma <strong>interrupção imediata</strong> dos combates para permitir a entrada de <strong>ajuda humanitária</strong> nas zonas sitiadas pelas forças governamentais.</p> <p>As forças do presidente sírio, <strong>Bashar al-Assad</strong>, continuam a avançar sobre as zonas de Alepo controladas pelos rebeldes, depois de terem recuperado o poder, até agora, em cerca de <strong>60% da cidade</strong>.</p> <p>São dados avançados pela organização não-governamental <strong>Observatório Sírio dos Direitos Humanos</strong> (<span class="caps">OSDH</span>), que conta com uma rede de informadores no terreno.</p> <p>Desde o início, a <strong>15 de novembro</strong>, da última ofensiva das forças do Governo de Damasco na zona oriental de Alepo, pelo menos <strong>311 civis foram mortos.</strong></p> <p>Ao mesmo tempo, os ataques rebeldes contra a zona ocidental da cidade, nas mãos do Governo, causaram pelo menos 70 mortos.</p> <p>A Rússia, aliada de al-Assad, intervém na guerra desde <strong>setembro de 2015</strong>, com de ataques aéreos.</p> <p>A guerra na Síria, desencadeada em março de 2011 depois de uma brutal repressão de manifestações a exigir reformas, causou mais de <strong>300 mil mortos</strong>.</p>