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Ataque de Berlim: De pequeno ladrão a terrorista, quem era Anis Amri?

O tunisino era o principal suspeito do atentado de segunda-feira na #Breitscheidplatz, foi morto na madrugada desta sexta-feira em Milão, após uma troca de tiros com a polícia.

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Ataque de Berlim: De pequeno ladrão a terrorista, quem era Anis Amri?

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Anis Amri nasceu há 24 anos em Ghaza, na Tunísia. Após problemas com a justiça, associados ao roubo de carros e ao pequeno tráfico e consumo de droga, Anis aproveitou a confusão da revolução tunisina para fugir rumo à Europa.

Cruzou o Mediterrâneo de forma clandestina e chegou a Lampedusa, no sul da Itália, em março de 2011, fingindo ser menor de idade — já tinha na altura 18 anos.

Foi preso em outubro desse mesmo ano por fogo posto num centro de acolhimento de migrantes e por agressão. Passou quatro anos em prisões italianas, onde revelou sinais de extremismo com tendências terroristas e de ser um recrutador “jihadista.”

Foi libertado e a Itália tentou repatriá-lo, mas a Tunísia negou que Anis Amri fosse cidadão tunisino e rejeitou recebe-lo.

Com a mãe, um irmão e três irmãs na Tunísia, Anis Amri seguiu para a Alemanha, onde chegou em julho do ano passado e pediu asilo.

Viveu nos arredores de Dortmund e já este ano, em fevereiro, mudou-se para Berlim. O pedido de asilo foi rejeitado em junho e também a Alemanha tentou, sem sucesso, repatriá-lo para a Tunísia. A saga de Anis terminou esta sexta-feira, em Milão, na Itália.

Mãe estava disposta a renegar Anis como filho

Confrontada na Tunísia com o ataque de Berlim, Nour El Houda Hassani, a mãe de Anis Amri, dizia quinta-feira: “se for verdade que Anis que atacou o mercado de Natal, então já só tenho apenas quatro filhos. Anis já não conta.”

A mãe exigia saber a verdade. “Se Anis é culpado, nós também o queremos castigar e nunca mais falarei dele como meu filho porque ele será um traidor para a família e para a Tunísia”, dizia Nour El Houda Hassani à Associated Press antes das notícias desta sexta-feira.

Anis Amri foi morto na madrugada desta sexta-feira, em Milão, Itália, após uma troca de tiros com a polícia. Pouco depois surgiu um vídeo na internet, vinculado ao grupo terrorista Estado Islâmico, mostrando Anis Amri a jurar lealdade ao líder do grupo “jihadista” e a apelar à vingança dos muçulmanos contra os cruzados.

O tunisino terá sido o autor material do ataque de segunda-feira à noite, com recurso a um camião, contra um mercado de Natal na Breitscheidplatz, em Berlim, matando doze pessoas e ferindo outras 48.