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O papel que Marrocos assumiu no desenvolvimento de África


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O papel que Marrocos assumiu no desenvolvimento de África

O modelo de crescimento económico de Marrocos no mercado africano tornou-se num dos exemplos mais bem-sucedidos do continente. Várias empresas marroquinas têm dado passos muito sólidos nos setores da Energia e da Saúde. O Target foi até Casablanca conhecer algumas delas e os projetos de desenvolvimento que lideram em África.

A Fabrilec é uma empresa de infraestruturas e distribuição de energia elétrica, distinguida pelo Centro Marroquino de Exportações (Maroc Export) com o prémio Great Africa. Só no Burkina Faso, esta empresa instalou mais de 800 quilómetros de linhas de média tensão para levar eletricidade a 87 aldeias.

“Fazer negócios em África pode ser uma aventura. Nós temos um pouco mais de sorte, porque a nossa cultura é muito idêntica, ou seja, adaptamo-nos melhor do que os outros. Os nossos projetos de construção assentam na realização de estudos e na escolha de equipamentos. Recorremos frequentemente aos produtos marroquinos, sejam cabos, suportes, transformadores… Os produtos marroquinos são competitivos”, explica-nos Moustapha Mouchrek, diretor executivo da Fabrilec.

Não é a Energy Transfo que vai dizer o contrário. Há mais de meio século que esta empresa fabrica material elétrico diverso, trabalhando com todos os distribuidores de energia em Marrocos. A estratégia de exportação para o continente africano iniciou-se em 2010.

O seu CEO, Nouzha Taarji, afirma que “o setor elétrico marroquino tem conhecido um forte crescimento, o que permitiu o desenvolvimento da indústria. Há uma grande fatia da indústria marroquina que fabrica um vasto leque de equipamento elétrico. E isso faz com que os clientes africanos venham procurar fornecedores neste mercado, que se tornou global. Os clientes que nos visitam estão a projetar-se para o futuro. Dizem-nos muitas vezes que, se Marrocos conseguiu este desenvolvimento da sua indústria, porque não eles?”.

Outro setor crucial é o da Saúde. A exportação de produtos farmacêuticos marroquinos para o mercado africano aumentou significativamente. A Cooper Pharma é uma das mais antigas empresas farmacêuticas a nível nacional. Neste momento, prepara-se para abrir uma fábrica no Ruanda. Para além da estratégia económica, salienta-se o impacto social dos projetos levados a cabo.

“Não pode haver desenvolvimento social e económico se não se investir no setor da Saúde. As empresas farmacêuticas trabalham para este objetivo. E isso traduz-se na criação de emprego, na canalização de investimentos externos diretos, na disponibilização de medicamentos, na redução dos preços, no acesso a cuidados e na formação de pessoal qualificado, uma vez que a indústria farmacêutica tem de seguir as normas internacionais”, aponta o CEO, Aymen Cheikh Lahlou.