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Esqui alpino: Mikaela Shiffrin vence em Maribor

Após a vitória de Tessa Worley no slalom gigante, Mikaela Shiffrin recuperou os bons hábitos.

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Esqui alpino: Mikaela Shiffrin vence em Maribor

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Após a vitória de Tessa Worley no slalom gigante, Mikaela Shiffrin recuperou os bons hábitos. A norte-americana, que na terça-feira não terminou a primeira prova em Zagreb, ganhou o slalom de domingo em Maribor.

Com a conquista do slalom de Maribor, a esquiadora do colorado somou a 27.ª
vitória na Taça do Mundo de Esqui Alpino e a 24.ª na especialidade.

A vitória na Eslovénia é o 7.º sucesso da norte-americana na temporada. Shiffrin pode começar a pensar em ficar com o Grande Globo no fim da época, na classificação geral soma 305 pontos de avanço sobre a detentora do título, a suíça Lara Gut.

A esquiadora suíça Wendy Holdener foi 19 centésimos de segundo mais lenta e ocupou a 2.ª posição em Maribor.

O 3.º lugar foi conquistado pela sueca Frida Hansdotter, que ficou a 32 centésimos de Mikaela Shiffrin.

Conquistar o mundo em Adelboden

Na competição masculina, este fim de semana, também houve um slalom gigante que foi ganho, respectivamente, por Alexis Pinturault e Henrik Kristoffersen, em Adelboden, a estância favorita de Marc Berthod. Foi aqui que o suíço, que se retirou antes do início da temporada, conseguiu duas Taças do Mundo.

A primeira foi ganha com grande surpresa, a 7 de Janeiro de 2007, há quase dez anos. Com o dorsal 60, o esquiador de St. Moritz conseguiu o feito de se classificar para a segunda prova de slalom com o 27º tempo dos inscritos. Marc Berthod tirou proveito de uma pista em perfeitas condições para vencer todos os favoritos, a começar pelos austríacos Benjamin Raich e Mario Matt.

No ano seguinte, Marc Berthod torna-se reincidente ao ganhar o gigante de Chuenisbärgli.

Medo, uma realidade no mundo do esqui alpino

Depois de Adelboden, vamos até duas das descidas com mais prestigio na temporada, mas que são também as mais perigosas, Wengen e Kitzbühel. Os franceses, Guillermo Fayed e Adrien Theaux, confessam ter um enorme respeito por estas pistas.

“É claro que temos medo, faz parte do jogo. Mas tens de saber controlar esse medo, saber como o usar para seres capaz de te superares. Eu não acredito que existam muitos esquiadores que não tenham medo Kitzbühel. Depois é uma questão de autocontrole. A partir do momento em que nos lançamos, deixa de haver escolha, entramos em algo nosso e esse medo desaparece,” revela o esquiador francês Guillermo Fayed.

“Sabemos que o medo está presente. Infelizmente em cada corrida há quedas. Mas mesmo assim temos de avançar. Há quedas quase todos os dias, especialmente em Kitzbühel. Depois, temos de tentar ignorar isso. Aquele que diz que não tem medo, está a mentir. Os que dizem não ter medo ou se comportam como loucos – e isso acontece – não duram muito. Depressa vão ao chão, e no downhill isso faz muito mal. Às vezes, nem dá para acreditar. A partir do momento em que se tem realmente muito medo, a maioria pára, porque a partir de determinada altura torna-se insuperável,” acrescenta o esquiador francês Adrien Théaux.