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Programa Erasmus celebra 30 anos


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Programa Erasmus celebra 30 anos

O Erasmus – European Region Action Scheme for the Mobility of University Students – foi lançado, em 1987, com o objetivo de permitir o intercâmbio entre estudantes universitários, e de cursos de formação profissional de nível superior, dos vários países da União Europeia, mas não só.

O Erasmus+ é o programa da União Europeia para a educação, formação, juventude e desporto. O seu orçamento de 14,7 milhões de euros dará a mais de 4 milhões de europeus oportunidades de estudo, formação, aquisição de experiência e voluntariado, no estrangeiro.

Promover a aprendizagem:

“A mobilidade individual para fins de aprendizagem oferece oportunidades aos indivíduos para que, enquadrados pelas instituições subvencionadas, possam melhorar as suas competências, melhorar a sua empregabilidade e ganhar consciência cultural.

Estes projetos de mobilidade permitirão aos beneficiários viajar para outro país participante, a fim de estudar, trabalhar, ensinar, fazer formação e desenvolver competências profissionais.”

Mas as regras mudaram do Erasmus para o Erasmus+, que entrou em vigor em janeiro de 2014. Agora “as atividades de mobilidade são baseadas em projetos e terão de ser orientadas pelas organizações. Já não será possível fazer candidaturas individuais. Esta abordagem pretende tornar os projetos mais estratégicos, aumentando o seu impacto.”

Para a Comissão Europeia, entidade gestora do programa, as suas vantagens continuam a ser claras:

“O Erasmus+ oferece a pessoas de todas as idades a possibilidade de se desenvolverem e partilharem conhecimentos e experiências, no quadro de instituições e organizações de diferentes países.”

Hoje, não são apenas os alunos que podem usufruir desta experiência:

“O Erasmus+ oferece oportunidades a um vasto leque de organizações, incluindo universidades, estabelecimentos de ensino e formação, grupos de reflexão, organismos de investigação e empresas privadas.”

Questões mais frequentes sobre o programa Erasmus

*Porquê Erasmus?

Em homenagem ao filósofo humanista renascentista Erasmo de Roterdão, Erasmus em holandês. Erasmo, que deixou a sua fortuna à Universidade de Basileia, foi nesta cidade que morreu, viveu e trabalhou em vários locais da Europa com o objetivo de expandir o seu conhecimento.

*Quem pode participar?

Os países que podem beneficiar do programa dividem-se em dois grupos: países do programa e países parceiros. As pessoas e organizações, dos países do programa podem participar em todas as ações do Erasmus+. As dos países parceiros só podem participar em algumas das ações, estando sujeitas a condições específicas.

Embora as pessoas possam beneficiar de muitas oportunidades financiadas pelo Erasmus+, na maioria dos casos, terão de fazê-lo através de uma organização que participe no programa. Os critérios de elegibilidade das pessoas e das organizações dependem de ação para ação e do país onde estejam estabelecidas.

*Duração dos programas?

- O períodos de estudo pode ir de 325 dias a 12 meses (incluindo um período de estágio complementar, se
incluído nos planos). – Estágios: de 2 a 12 meses. – Um mesmo estudante pode participar em períodos de mobilidade até um total máximo de 12 meses por cada ciclo de estudo, independentemente, do número e do tipo de atividades de mobilidade.

*Onde existe o programa Erasmus?

- Os Países do Programa são os Estados-membros da União Europeia, incluindo Portugal, mas também Estados associados: Turquia, Noruega, Islândia, Liechtenstein, etc. Há depois os Países considerados Parceiros, dentro e fora da Europa. Todos os países de expressão portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor fazem parte dos parceiros deste programa. A Região Administrativa Especial da China, Macau, está também incluída nos parceiros do Erasmus. – Os destinos mais populares são França, Alemanha e Espanha. – Em 4.000 instituições do Ensino Superior.

*Quais os principais objetivos?

- Contribuir para a Estratégia Europa 2020, para o crescimento, o emprego, a equidade e a inclusão sociais, bem como para o quadro estratégico da União Europeia, em matéria de educação e formação EF2020.

- Promover o desenvolvimento sustentável dos seus parceiros, no domínio do Ensino Superior, e contribuir para a realização dos objetivos da Estratégia da UE para a Juventude.

*Os principais números do Erasmus+

Orçamento global: 14 700 milhões de euros;

Mais 1 680 milhões de euros para o financiamento de ações que envolvam países que não pertencem à UE (países parceiros) disponibilizados através do orçamento de ação externa da UE.

Total de oportunidades de mobilidade: Mais de 4 milhões de pessoas.

Ensino superior: Cerca de 2 milhões de estudantes.

Ensino e formação profissionais: Cerca de 650 000 estudantes.

Mobilidade do pessoal: Cerca de 800 000 assistentes, professores, formadores, pessoal do setor da educação e animadores de juventude.

Regimes de voluntariado e intercâmbio de jovens: Mais de 500 000 milhões de jovens.

Sistema de garantia de empréstimos para mestrados: Cerca de 200 000 estudantes.

Mestrados conjuntos: Mais de 25 000 estudantes:

Parcerias estratégicas: Cerca de 25 000 parcerias que associam 125 000 escolas, estabelecimentos de ensino e formação profissionais, instituições de ensino superior e de educação de adultos, organizações de juventude e empresas:

Alianças do Conhecimento: Mais de 150 estabelecidas por 1 500 instituições de ensino superior e empresas.

Alianças de Competências Setoriais: Mais de 150 estabelecidas por 2 000 prestadores de ensino e formação profissionais e empresas.

1.000.000 de bebés Erasmus

De acordo com o Erasmus Impact Study, um em cada quatro estudantes de Erasmus encontraram “a sua cara metade” enquanto estudavam no estrangeiro, ao abrigo deste programa.

A UE estimava, em 2014, que cerca de 1.000.000 bebés fossem “bebés Erasmus”, ou seja, nascidos de casais que se encontraram no âmbito do progama desde 1997.

Este é também um bom programa para se encontrar um emprego.

Erasmusexit?



Mais de 200,000 estudantes do Reino Unido beneficiaram do programa Erasmus, pago com fundos europeus, desde a sua criação. O que vai acontecer agora? O jornal The Guardian diz que, depois do Brexit, o país pode ser excluído deste programa.

Entendidos na matéria dizem que o impacto para os estudantes universitários, que enfrentam já uma crise no que diz respeito ao financiamento para a ciência e investigação, pode ser enorme:

“Enfrentamos um momento triste de incerteza, depois de 30 anos de enriquecimento de tantas vidas”, afirma a responsável para o programa na Grã-Bretanha, Ruth Sinclair-Jones.

Federica Mogherini: Uma estudante Erasmus

Federica Mogherini, a responsável pela Diplomacia da União Europeia, explica a importância de ter sido uma estudante de Erasmus:



O ministro da Educação francês, Najat Belkacem, quer que os fundos, destinados ao programa Erasmus, sejam aumentados:

Sofia Corradi – “Mamma Erasmus (A mãe Erasmus)”

Muito antes de se tornar um ator famoso, em séries televisivas nos EUA, o britânico Dominic West, foi um estudante de Erasmus:

Erasmus+ no Twitter

Para ler o relatório sobre os principais indicadores de 2016, em Portugal, clique na ligação abaixo:

https://ec.europa.eu/education/sites/education/files/monitor2016-pt_pt.pdf

Principais indicadores sobre a educação em Portugal:

https://ec.europa.eu/education/sites/education/files/monitor2016-factsheet-pt_pt.pdf

O guia do Programa Erasmus, em português:

http://ec.europa.eu/programmes/erasmus-plus/sites/erasmusplus/files/files/resources/erasmus-plus-programme-guide_pt.pdf

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