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Dow Jones bate recorde histórico e ultrapassa 20.000 pontos


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Dow Jones bate recorde histórico e ultrapassa 20.000 pontos

O índice norte-americano Dow Jones valorizou pela primeira vez acima dos 20.000 pontos na abertura esta quarta-feira de Wall Street. O otimismo manifestado pelos investidores terá resultado dos estímulos à economia norte-americana aprovados terça-feira pelo novo Presidente Donald Trump, com o aval à construção de dois novos oledutos que haviam sido bloqueados por Barack Obama e a anunciar aos fabricantes do setor automóvel a vontade de reduzir impostos e aliviar regulamentações para promover a produção interna e a criação de emprego.

Trump, como tem sido habitual, recorreu à rede social Twitter para manifestar o agrado pelo recorde do Dow Jones e se manifestou “retuitando” desde a Casa Branca o artigo da agência de notícias nova-iorquina Associated Press dando eco do feito histórico do índice industrial norte-americano.

O Dow jones não esteve, contudo, sozinho nesta boa prestação. Logo nos primeiros minutos da sessão em Wall Street também o índice tecnológico Nasdaq e o índice alargado S&P 500 registaram subidas significativas, respetivamente, de 0,67 por cento e 0,50 por cento.

Bolsas europeias a verde exceto Lisboa

A leste do Atlântico, as bolsas europeias fecharam o dia na larga maioria com ganhos. Frankfurt (DAX) subia 1,82 por cento; Madrid (IBEX) ganhava 1,73 por cento; Paris (CAC) apreciava 0,99 por cento; e Londres (FTSE) avançava 0,20 por cento.

A exceção nos mercados da União Europeia foi Lisboa, onde o PSI20 fechou esta quarta-feira a cair 0,07 por cento. Entre as 18 cotadas que integram o PSI20, onze desvalorizaram-se, seis avançaram e uma fechou inalterada (Altri, nos 4,09 euros).

Os títulos da Pharol lideram as perdas da sessão, com uma queda de 2,16 por cento para 0,22 euros, seguidos pelos da Corticeira Amorim, que recuaram 1,96 por cento para 8,63 euros.

O dia também foi de perdas no setor financeiro, com a Caixa Económica Montepio Geral a ceder 1,46 por cento para 0,40 euros, e com o BCP a depreciar 0,53 por cento para 0,15 euros.

A contrariar a tendência de queda, destaque paras ações do BPI, que avançaram 0,09 por cento para 1,13 euros, um dia antes da apresentação de resultados do banco.

Já os direitos de subscrição do BCP, que serão transacionados até 30 de janeiro, caíram 2,50 por cento para 0,78 euros.

Igualmente em queda fecharam a NOS (-1,13 por cento para 5,17 euros), a REN (-1,09 por cento para 2,54 euros), a EDP (-1,06 por cento para 2,70 euros), a Semapa (-0,70 por cento para 12,76 euros), a Mota-Engil (-0,67 por cento para 1,63 euros), a Sonae (-0,36 por cento para 0,83 euros) e os CTT (-0,32 por cento para 5,99 euros).

Pela positiva, destaque para as ações da Sonae Capital, que subiram 3,30 por cento para 0,72 euros, seguida pelas ações da EDP Renováveis, que apreciaram 2,30 por cento para 6,09 euros, um dia depois de ter anunciado um aumento de 14 por cento na produção de eletricidade em 2016.

Ainda na energia, a Galp apreciou 0,90 por cento para 14,00 euros. A Navigator valorizou-se 0,27 por cento para 3,30 euros e a retalhista Jerónimo Martins avançou 0,16 por cento para 15,65 euros.