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Rússia mais "suave" com violência doméstica


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Rússia mais "suave" com violência doméstica

Na Rússia, a nova lei sobre a violência doméstica está a causar polémica.

Apesar das notícias que diziam que “agora, na Rússia, é legal bater na mulher”, na verdade trata-se de uma lei mais complexa, que descriminaliza as agressões no seio da família, quando praticadas pela primeira vez e não causam danos corporais, mas não elimina a aplicação de uma multa administrativa.

Aplica-se a agressões no seio do casal, mas também entre pais e filhos: “Quando a agressão acontece numa situação de conflito emocional, quando não há intenção de causar danos físicos à outra pessoa e não há uma perseguição, nesse caso é aceitável haver uma responsabilidade administrativa e não criminal”, disse Olga Batalina, deputada do partido Rússia Unida (de Vladimir Putin).

A lei passou na Duma com 385 votos a favor e apenas dois contra, ambos de mulheres.

À porta do edifício do parlemento russo, algumas manifestantes denunciavam o que dizem ser o retrocesso que a lei representa: “A Duma Estatal fez um erro catastrófico, porque mesmo antes desta lei as vítimas não faziam queixa à polícia, já antes lhes diziam que se batem é porque gostam delas e que não lavassem a roupa suja em público. Agora, a vítima é que vai ser vista como culpada”, diz a ativista política Alyona Popova.

A violência doméstica continua a ser esquecida pelos tribunais russos, que só condenam 10% dos poucos casos que são denunciados. Entre 12.000 e 14.000 mulheres morrem, todos os anos, vítimas dos maridos ou companheiros.

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