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Robots na saula de aula

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Robots na saula de aula

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Será que a humanidade está pronta a delegar nos robots o acompanhamento escolar das crianças?

Será que a humanidade está pronta a delegar nos robots o acompanhamento escolar das crianças? Não estamos longe da possibilidade de o fazer, em termos tecnológicos.

Na Austrália, Europa e EUA decorrem já testes-piloto para a introdução dos robots como ferramenta educacional na escola, em particular no ensino de conhecimentos específicos vistos com interesse pela indústria de alta tecnologia, como a codificação.

Na recente feira anual de tecnologia aplicada ao ensino em Londres (BETT) as empresas especializadas em propostas tecnológicas para o ensino mostraram os últimos avanços nesta área.

O objetivo principal, segundo um diretor de uma empresa do setor, é preencher a lacuna entre a teoria aprendida na escola e a prática exigida pelo mercado.

Segundo Wong Wei, diretor da UBTECH Education, “no passado, ensinávamos as crianças conhecimentos, por meio da repetição de conceitos. As crianças eram submetidas a exames de memorização, mas não assimilavam a nova tecnologia, não sabiam como fazer pelas próprias mãos. A indústria precisa de conhecimento prático, a teoria não chega.”

Se considerarmos o processo de aprendizagem, a ideia é ajudar os alunos a experimentar aquilo de que os professores lhes falam, na área da química, por exemplo.

“Todos os professores sabem que existem temas que são realmente difíceis de transmitir aos alunos.Se tomarmos o exemplo da tabela periódica, é um pedaço de papel que mostra todos os elementos químicos e os alunos têm de aceitar o que lá está, porque o professor é incapaz de lhes demonstrar que é assim”, disse Sean McDougall, diretor executivo da Touchable Universe.

Um dos maiores desafios na escola é incentivar o interesse das crianças por temas com maior componente teórico. A Touchable Universe criou um dispositivo que permite aos alunos aprender usando o sentido do tacto.

“Em cada classe, há 30% de alunos cinestésicos, que comunicam por ação, que aprendem melhor quando põem as mãos sobre as coisas. Se associarmos a visão ao som é obviamente melhor, e melhor ainda se puderem usar a visão, o som e o tacto”, defende Sean McDougall.

O que é melhor do que jogar e aprender? Estes elementos (Robo Wunderkind) podem parecer blocos de construção tradicionais, mas na realidade contêm todos os tipos de dispositivos de alta tecnologia, incluindo sensores, servidores, diodos emissores de luz (na sigla em inglês LED – Light Emitting Diode) e uma conexão bluetooth.

É um robot que qualquer pessoa pode construir. Os blocos são codificados por cores para facilitar a identificação, por exemplo: para fazer algo mover-se é preciso um bloco cor-de-laranja, que tem um motor.

“As crianças aprendem os conceitos básicos de robótica, quais os componentes eletrónicos necessários para construir um robot. Aprendem também os conceitos básicos de codificação: uma aplicação permite-lhes programar o robot que construíram para que desempenhe funções”, disse Anna Larotska, co-fundadora da Robo Technologies.

As ferramentas auxiliares do ensino vão mudando. As tecnologias começam a estar mais presentes nas salas de aula.

A utilidade dos robots na educação vai depender da forma como os educadores optem por usá-los.

Os robots podem facilitar esta transição. É pelo menos aquilo que dizem aqueles que defendem o avanço da experiência digital na sala de aula.