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Grupo de japoneses pouco atraentes exige o fim do Dia dos Namorados


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Grupo de japoneses pouco atraentes exige o fim do Dia dos Namorados

Um grupo excêntrico de marxistas japoneses pouco atraentes entre as mulheres aproveitou a proximidade do Dia dos Namorados para exigir o fim das exibições públicas de amor. Estes homens alegam que o capitalismo associado à celebração do Dia de São Valentim (14 de fevereiro) lhes fere os seus sentimentos.

Os membros do Kakuhido, ou Aliança Revolucionária de Homens que as Mulheres Não Acham Atraentes, colocaram uma gigantesca bandeira contra o Dia dos Namorados no bairro de Shibuya, em Tóquio, onde este domingo, 12 de fevereiro, se manifestaram contra o mercantilismo em torno do Dia de São Valentim e cantaram slogans como “beijar em público é terrorismo” ou “abaixo o capitalismo do amor.”



“O nosso objetivo é acabar com este capitalismo amoroso porque pessoas como nós, que não procuram valor no amor, estão a ser oprimidas pela sociedade”, disse Takayuki Akimotom um dos porta-voz do Kakuhido, em declarações à agência France Presse.

O opositor do “cupido” acusa a celebração do Dia dos Namoradas de ser uma “conspiração de pessoas que pensam que os homens pouco atraentes são inferiores ou perdedores”. “Ver carícias em público faz-nos sentir mal, é imperdoável”, acrescentou.


O Dia dos Namorados no Japão é um momento alto para algum comércio, havendo sobretudo a tradição de oferecer chocolates.

Atenta ao consumismo associado a esta data, a Nestlé japonesa acaba de apresentar uma novidade para o Dia dos Namorados: uma versão de sushi, mas em chocolate. A fábrica KitKat da Nestlé abriu a primeira loja em 2014 e este ano tem na ementa a edição especial de São Valentim do sushi KitKat, uma ideia nascida de uma partida do Dia das Mentiras do ano passado.

O sushi KitKat de São Valentim existe em três variantes: atum, ouriço do mar e ovo, colocados sobre porções de arroz, com uma cobertura de chocolate branco e um toque de wasabi para acentuar o gosto.

De acordo com o jornal Japan Today, apenas as primeiras 500 pessoas a gastar mais de 3000 iénes (cerca de 25 euros) em produtos da loja terão direito a provar esta especialidade de São Valentim. A promoção começou no início do mês e decorre até 14 de abril, com a perspetiva de a cada dia pelo menos 20 pessoas poderem ter acesso ao “sushi do amor.”

Celebrar São Valentim em Lesbos inclui duelo religioso

As celebrações do dia de São Valentim organizadas pela ilha de Lesbos, que alberga as relíquias do presumível mártir, estão a suscitar uma nova querela entre ortodoxos e católicos.

O líder religioso Athanassios Yousmas, da Igreja Ortodoxa de Mitilene, capital da ilha de Lesbos, protestou em nome dos seus paroquianos contra essas celebrações, numa carta enviada à câmara da cidade, segundo relata a agência de notícias grega Ana. Yousmas ameaçou até recorrer à justiça para que a sua igreja, cuja cúpula é um símbolo da ilha, não seja integrada nos cartazes das celebrações.

“O nosso dever cristão é reconciliar-nos”, respondeu numa carta aberta o prelado católico de Mitilene. Léon Kiskinis lembrou ainda que Valentim foi sacerdote e bispo de Terni, em Itália, no século III, tendo sido reconhecido como mártir antes da cisão entre católicos e ortodoxos.

A celebração do dia de São Valentim, o dia dos namorados, começou na ilha de Lesbos em 2015, com o retorno à ilha de presumíveis relíquias do santo, alojadas na Igreja Católica da Assunção. As celebrações incluem concursos de canto e de poesia de amor e devem terminar na terça-feira com uma procissão.


A ilha de Lesbos foi o epicentro mediático do êxodo para a Europa, nomeadamente de sírios.

A igreja Ortodoxa da Grécia é dominante no país, onde os católicos estão em minoria.