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Milhares de soldados no Rio durante o Carnaval

O presidente Michel Temer assinou um decreto que permite o envio de nove mil soldados para a região metropolitana do Rio.

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Milhares de soldados no Rio durante o Carnaval

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*Com Reuters e Agência Brasil *

O presidente do Brasil, Michel Temer, assinou um decreto, publicado no Diário da União esta segunda-feira, que permite o envio de cerca de 9 mil soldados para a região metropolitana do Rio de Janeiro (cerca de 12 milhões de habitantes) como pedido pelo Governador fluminense, Luiz Fernando Pezão.

Já se encontram, no entanto, grupos de soldados na cidade carioca, com o objetivo de ajudar a polícia, cuja capacidade de reação tem sido atingida pelos movimentos grevistas que têm vindo a afetar aquela força de ordem.


Segundo a Agência Brasil, os militares patrulham, a partir de terça-feira, pontos estratégicos do Rio metropolitano, como a Avenida Brasil e a orla da cidade de Niterói. Estarão presentes também elementos nos bairros da chamada zona sul, como Leblon e Caju.

Depois da aprovação, por parte da assembleia do estado do Rio de Janeiro, de um pacote de medidas de austeridade, vários grupos, definidos como “anarquistas” e “radicais” pela imprensa brasileira, ameaçaram com motins e protestos violentos.

A greve dos polícias no estado do Rio de Janeiro prende-se com os mesmos motivos da greve que teve lugar no Espírito Santo, ou seja, o aumento dos salários, que, dizem os agentes, não têm acompanhado o aumento do custo de vida.

Segundo as autoridades cariocas, no entanto, o movimento não teve grande impacto na cidade, até ao momento, com cerca de 95% dos agentes considerados operacionais.
Greve dos polícias do Espírito Santo chega ao fim
Mais de 1200 agentes da polícia puseram fim a uma greve de sete dias no estado do Espírito Santo, depois de dias de tensão marcados por um aumento anormal da criminalidade violenta e por motins. Milhares continuavam em greve, descontentes com o resultado das negociações.

Entretanto, cerca de três mil soldados e membros da Polícia Federal foram enviados para o estado, de forma a prestarem assitência às forças locais, que se viram incapazes de conter a espiral de violência em cidades como Vitória, por causa da greve.

Apesar do fim oficial dos protestos, cerca de 10 mil agentes recusaram voltar ao trabalho.

De acordo com as organizações sindicais da polícia, citadas pela agência Reuters, mais de 140 pessoas foram assassinadas durante a semana da greve, que tinha começado a 4 de fevereiro.


O estado ainda não decidiu o que fará quanto à principal reivindicação dos polícias: o aumento dos salários, pouco mais de 800 euros, dos mais baixos dos 27 estados brasileiros.

O movimento grevista foi, na realidade, levado a cabo pelas famílias dos policiais do Espírito Santo, já que a lei nacional impede que os agentes participem em greves.