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Portugal: Ex-agente da CIA libertada após perdão de Presidente italiano


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Portugal: Ex-agente da CIA libertada após perdão de Presidente italiano

A ex-agente da CIA Sabrina de Sousa, que estava detida em Lisboa, a aguardar extradição para Itália, foi libertada na quarta-feira.

Condenada em Itália por envolvimento no rapto do radical islâmico egípcio Abu Omar em 2003, a luso-americana de origem goesa evitou a extradição graças a um indulto parcial de um ano concedido na terça-feira pelo presidente italiano, Sergio Mattarella.

Segundo a lei italiana, as penas até três anos podem ser substituídas por trabalho a favor da comunidade, e por esta razão o procurador de Milão titular do processo revogou o Mandado de Detenção Europeu (MDE), cancelando assim a extradição.

Sabrina estava já no aeroporto de Lisboa, entregue aos agentes italianos da Interpol, quando um despacho do Tribunal da Relação de Lisboa determinou que fosse colocada em liberdade, em consequência da decisão das autoridades judiciais de Milão, de revogar a ordem de detenção.

Inicialmente, a ex-agente da agência de espionagem dos Estados Unidos foi condenada a sete anos de prisão, mas em 2006 a pena foi reduzida para quatro anos. Com o indulto de um ano do presidente italiano, restam-lhe três anos de sentença e aguarda agora a decisão do tribunal italiano quanto às alternativas à prisão. Provavelmente será chamada a cumprir serviço comunitário em Portugal.

Sabrina de Sousa foi detida no aeroporto Humberto Delgado a 5 de outubro de 2015, quando embarcava para Goa, para visitar uma familiar. A ex-agente da CIA vivia em Portugal desde abril desse ano.

Abu Omar, cujo nome verdadeiro é Osama Hassan Mustafa Nasr, foi raptado no dia 17 de fevereiro de 2003 por agentes da CIA em colaboração com agentes dos serviços secretos italianos. Foi levado para o Egito, onde foi torturado.

Entrevistado na quarta-feira por telefone pela agência de notícias italiana Adnkronos, Omar disse estar satisfeito com o indulto parcial concedido a Sabrina de Sousa por Sergio Mattarella. “Esperava esta decisão, que me deixa satisfeito, sobretudo porque há um ano pedi pessoalmente ao presidente italiano que a perdoasse.”

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