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Presidente da UEFA rejeia uma SuperLiga europeia exclusiva da elite


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Presidente da UEFA rejeia uma SuperLiga europeia exclusiva da elite

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O Presidente da UEFA rejeitou esta terça-feira, em Portugal, o projeto de criação de uma SuperLiga europeia reunindo de forma exclusiva os melhores clubes de futebol do Velho Continente.

O projeto está em duscussão desde 1998 e tem vindo a merecer várias reuniões entre os líderes de alguns dos clubes europeus mais importantes. Real Madrid, Manchester United, Bayern de Munique e Juventus serão os maiores interessados.

Há um ano, à margem de um duelo entre ambos na Liga dos Campeões, alemães e italianos deram um passo mais na direção da SuperLiga europeia, limitando o eventual torneio a 12 clubes fixos: Arsenal, Chelsea, Liverpool e Manchester United, de Inglaterra; Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid, de Espanha; Inter de Milão e Juventus, de Itália; Paris Saint-Germain, de França; e FC Porto, de Portugal.

Outros clubes poderiam ganhar um convite especial a cada equipa conforme as prestações nos respetivos campeonatos. O objetivo é aumentar o número de duelos entre os maiores clubes e, por consequência, as receitas e os ganhos para cada clube, sem a UEFA receber uma parte e a distribuir pelos clubes de menor expressão.

Os adeptos, nomeadamente os do Bayern, não concordam com a SuperLiga.

O projeto voltou a ser abordado esta terça-feira, à margem do congresso “Football Talks”, que decorre até sexta-feira no Estoril. O presidente da União Europeia de Associações de Futebol (UEFA), Aleksander Čeferin, foi questionado e rejeitou a criação deste projeto marginal.

“Estou certo de que não haverá nenhuma SuperLiga. Isso iria abrir uma guerra contra a UEFA.
Ninguém o pode garantir, mas enquanto eu for presidente da UEFA não haverá nenhuma SuperLiga”, afirmou o esloveno.

O líder do futebol europeu considera que no principal torneio continental de clubes “tem de se manter a mesma forma de acesso e o formato”. “Tem de ser um sonho para qualquer clube apurar-se para a Liga dos Campeões. Não pode ser uma competição fechada”, defendeu.

Em Portugal, o Benfica tem-se mostrado cético em relação ao projeto até porque não foi “convidado” para os clubes fixos e o Sporting também é contra a criação desta superLiga. “Seria a morte do futebol e de muitos clubes”, considerava o presidente “leonino” em outubro.

Em novembro, o administrador da SAD do Benfica, Domingos Soares de Oliveira admitia ver “a iniciativa de uma Superliga como uma oportunidade e uma ameaça. Se fizermos parte dela, beneficiaremos. Se não, será um problema. Em todo o caso, se os grandes clubes só participarem por convite isso vai destruir as bases do futebol”, avisou o administrador “encarnado.”

Também ainda no ano passado, a Associaçãodas Ligas Europeias Profissionais de futebol (EPFL) se manifestou contrária à criação de uma SuperLiga europeia.

“A EPFL é fortemente contra a criação de uma Superliga Europeia e qualquer formato de competição que possa destruir o sonho básico e objetivo das nossas centenas de clubes, o de competir ao mais alto nível e, possivelmente, ganhar uma prova europeia. Devemos manter o sonho vivo para todos os clubes”, defendeu Lars-Christer Olsson, o presidente da Associação das Ligas Profissionais.

Para tentar ir ao encontro da insatisfação dos grandes clubes, a UEFA decidiu alterar um pouco o figurino de acesso à Liga dos Campeões.

A partir de 2018/19, os quatro principais campeonatos europeus, de acordo com o quoficiente da UEFA, irão colocar de forma direta os quatro primeiros classificados na fase de grupos de “Champions”. Nesta primeira época, a medida vai abranger as ligas espanhola, alemã, inglesa e italiana.

A quinta e a sexta melhores ligas, a francesa e a russa, apuram dois de forma direta e um terceiro terá de passar pela fase de pré-qualificação. Tendo caído este ano para o sétimo lugar, a Liga Portuguesa será uma das quatro que completam o top10 a apurar apenas o campeão para a fase de grupos e a ter apenas uma segunda equipa a competir na pré-qualificação.

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