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Equador: Vitória eleitoral de Lenin Moreno contestada por rival conservador


República do Equador

Equador: Vitória eleitoral de Lenin Moreno contestada por rival conservador

Os primeiros resultados das presidenciais equatorianas dão a vitória a Lenin Moreno à segunda volta do escrutínio.

Segundo a Comissão Eleitoral, o candidato de esquerda recolheu 51,07% dos votos, mais de dois pontos à frente do rival de centro-direita, Guillermo Lasso com 48.93% dos sufrágios.

Um resultado ainda provisório quando os dois candidatos clamaram já vitória, após o anúncio de duas sondagens à boca das urnas com vencedores diferentes.

Apoiado pelo presidente cessante, Moreno não esperou pelos resultados definitivos para anunciar a vitória, prometendo ser o presidente, “de todos, em especial dos mais pobres”.

Oposição denuncia fraude e quer impugnar resultados

O anúncio dos resultados provisórios foi recebido com protestos por parte dos apoiantes do ex-banqueiro, que denunciam o que consideram ser uma fraude eleitoral.

Guillermo Lasso apelou aos seus manifestantes para sair às ruas, “sem cair em provocações”, após ter anunciado que vai impugnar os resultados em dezenas de assembleias de voto.

Há relatos de várias manifestações esta noite em Quito e Guayaquil, a segunda cidade do país, onde se concentram os apoiantes do candidato conservador, frente à sede local da Comissão Eleitoral.

O presidente cessante Rafael Correa felicitou já Moreno, tendo condenado os protestos dos adversários ao afirmar esta noite, “os que não conseguiram vencer pelas urnas, querem fazê-lo pela força”.

Julian Assange felicita-se com vitória de Lenin

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, reagiu igualmente ao resultado do escrutínio, do seu refúgio na embaixada do Equador em Londres.

O candidato conservador tinha prometido expulsar o ativista da representação diplomática do país caso fosse eleito.

Esta noite, Assange, “convidou” Guillermo Lasso a abandonar o país após a derrota, respondendo no mesmo tom ao candidato que tinha prometido expulsar o informático nos primeiros 30 dias de governo.