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Oposição venezuelana continua nas ruas


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Oposição venezuelana continua nas ruas

Depois de “a mãe de todas as marchas” contra o governo nas ruas de Caracas no dia anterior, a oposição venezuelana tornou a sair à rua esta quinta-feira, ainda que em menor número.

A polícia recorreu a gás lacrimogéneo para tentar evitar o avanço da manifestação. A oposição ao governo de Nicolas Maduro pede eleições antecipadas e a libertação de presos políticos.

Lilian Tintori, mulher do líder da oposição Leopoldo Lopez, afirmava: “Mantemo-nos aqui. Saímos de nossas casas com muita força e muita fé porque protestar é um direito constitucional e universal. O regime de Nicolas Maduro nem sequer nos deixa juntarmo-nos. Quero dizer que a parte oeste de Caracas foi tomada pelos militares.”

Esta quarta-feira, naquilo a que a oposição chamou “a mãe de todas as marchas”, registaram-se três mortes durante as manifestações. Desde que começaram, as vítimas mortais são atacadas por aquilo a que os venezuelanos chamam “colectivos”: grupos motorizados, armados e anónimos que disparam sobre as pessoas aglutinadas em protesto.

O governo venezuelano adiou no ano passado as eleições regionais, em que oposição parecia fortemente favorecida e impediu uma petição para referendar a continuidade do Presidente Maduro.

A oposição denuncia as medidas governamentais como passos para tornar a Venezuela numa quase total ditadura. A enorme deterioração da economia venezuelana, que não permite acesso a comida e medicamentos ao cidadão comum, é um dos motivos que a leva a manifestar-se nas ruas há já 3 semanas.

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