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Planeta: Dia da Terra e Marcha pela Ciência de mãos dadas

No Dia da Terra, a Marcha pela Ciência espalhou-se um pouco por todo o planeta em apoio à investigação científica e pelo ambiente.

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Planeta: Dia da Terra e Marcha pela Ciência de mãos dadas

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22 de Abril é o Dia da Terra e, em mais de 600 cidades um pouco por todo o planeta, Lisboa incluída, a data foi assinalada em união com a Marcha pela Ciência, que levou para a rua os cientistas habituados a laboratório e todos aqueles que apoiam o desenvolvimento científico.

Em Londres, slogans como “o gelo não tem agenda, apenas derrete” ou “ciência e não silêncio” indiciavam o receio de agendas políticas de curto prazo e de um Reino Unido em perda com as limitações que o Brexit pode trazer à presença no território de cientistas e investigadores estrangeiros.

Em Washington o evento tomou maiores proporções, numa reação à política de Donald Trump: “As ideias que estão a ser sugeridas por esta administração são tão perigosas que quase parece que a intenção é sabotar-nos. Não há sequer um indício de que tenha algum interesse no bem-estar público ou no bem-estar do planeta” , afirmava Chloe Lucas, uma das participantes na Marcha.

Cortes no financiamento de investigação e estudos científicos e a posição de cepticismo face ao aquecimento global fazem da administração Trump uma ameaça aos que defendem a ciência.
Andres Couve, diretor do Instituto de Neurociência Biomédica Millenium, no Chile, dizia: “Esta manifestação tem que ver com o facto de o governo americano ter vindo a cortar fundos para a ciência e, talvez mais importante, não ter em conta a evidência, especialmente no que diz respeito às alterações climáticas, quando é hora de decidir políticas comuns.”

Os organizadores da primeira Marcha pela Ciência escolheram o Dia da Terra para incitar à proteção ambiental, celebrar da ciência e apelar ao apoio e salvaguarda da comunidade científica.