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França: segunda volta em contagem decrescente


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França: segunda volta em contagem decrescente

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Os franceses acordaram com os resultados seguros das eleições presidenciais deste Domingo, comunicados pelo Ministério do Interior.

O centrista Emmanuel Macron vai à segunda volta com 24,75 por cento de votos e enfrentará, a 7 de Maio, a extrema direita de Marine Le Pen, que contou 21,5 por cento a seu favor numa votação participada por pouco mais de 78 por cento dos quase 47 milhões de eleitores franceses.

Numas eleições potencialmente disruptivas quanto a política interna e internacional, os franceses reposicionam-se para a segunda volta, que conta com muitos eleitores distanciados dos dois vencedores do primeiro escrutínio, que contava com 11 candidatos a votos.

A voz popular nas ruas de Paris nesta manhã de dia seguinte dava conta desse reajustamento: “Foi à última hora que vi os programas e o candidato conservador François Fillon correspondia mais à estrutura que eu queria, mas Macron não me chateia, é mais social-democrata e isso chega-me”, dizia o empresário Alex Maldgen.
O vendedor Bruno Breisacher dizia: “Vou votar outra vez em Marine Le Pen na segunda volta, ainda que espere, apesar de tudo e para salvar o que ainda pudermos, que o senhor Emmanuel Macron ganhe a segunda volta. É um voto de protesto, porque estamos fartos. Não há empregos, as crianças estão sem futuro.”
Outro transeunte assumia a dificuldade da segunda volta: “Hoje não olho a candidatos mas mais para programas. Votei Fillon na primeira volta e na segunda a escolha vai ser difícil, vai ser difícil, vai.”

François Fillon obteve 19,91% de votos e a esquerda radical de Jean Luc Mélenchon contou 19,64 . Quer Fillon quer o grande derrotado do Partido Socialista – Benoît Hamon, que recolheu apenas 6,35 de votos – apelaram ao voto em Emmanuel Macron. Mélenchon remeteu para uma posterior consulta do seu eleitorado qualquer eventual apoio a ser dado nesta segunda volta.

Como reporta a jornalista da euronews Anne Devineaux: “Ao deixar fora de jogo os dois grandes partidos tradicionais, os franceses provocaram um sismo inédito e profundo na paisagem política. Têm agora uma escolha entre dois candidatos que se opõem diametralmente, em particular face à Europa. Um dos assuntos-chave nesta segunda volta.”

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