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Os 100 dias da presidência Trump: "São mais as vozes que as nozes"


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Os 100 dias da presidência Trump: "São mais as vozes que as nozes"

Este sábado, Donald Trump cumpre 100 dias de mandato na Casa Branca. Para os presidentes americanos esta primeira etapa é muito importante. Normalmente, o congresso é mais indulgente neste perído em que o novo presidente mantém um certo índice de popularidade.

Permanentemente a criticar os media, Trump prefere exprimir-se nas redes sociais e é aqui que relativiza o magro balanço dos primeiros 100 dias

Mas voltemos ao mês de outubro quando, ainda candidato, anununciava “as medidas prioritárias para este período com o contrato para “Tornar a América Grande outra vez”“:https://assets.donaldjtrump.com/_landings/contract/O-TRU-102316-Contractv02.pdf e vejamos o que concretizou das promessas de então.

O mandato foi iniciado, pode dizer-se, em alta velocidade, mas o que foi realmente feito é outra conversa. Assinou 25 ordens executivas e 28 projetos de lei, muito mais do que os anteriores presidentes. Foi bem sucedido na nomeação do juiz Neil Gorsuch para o Supremo Tribunal, uma nomeação crucial para o seu mandato, mas não conseguiu implementar a maior parte das medidas que definiu como prioritárias.

Não conseguiu ainda, por exemplo, abolir o Obamacare por oposição do congresso e a proibição de entrada nos Estados Unidos aos cidadãos de países muçulmanos tem encontrado muita resistência. Os processos em tribunal sucedem-se.

“Esta é a proteção da nação dos terroristas estrangeiros que querem entrar nos Estados Unidos. É uma coisa importante!”, afirmava no dia da tomada de posse.

Ensombrados por numerosos protestos, os decretos foram sendo bloqueados pelos juizes federais . E no que respeita ao muro com o México, ainda ninguém sabe como tenciona financiar o projeto.

A política do reforço das fronteiras e o afastamento das instituições internacionais, como a NATO estão ainda em ponto morto. Pelo contrário, à medida que o mandato avança, Trump parece estar a adoptar uma postura de estado e uma política externa mais convencional, apesar das reações imprevistas que o caraterizam como foi a intervenção na Síria.

No final destes 100 dias, o que se vê é uma presidência em ritmo acelerado, para um presidente que aprende na tarimba as regras de base da missão que lhe foi confiada pelos americanos.

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