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Maduro responde a protestos com vídeo no qual joga basebol.


Venezuela

Maduro responde a protestos com vídeo no qual joga basebol.

Com Associated Press e EFE

Os protestos na Venezuela sobem de tom, à medida que cresce o número de vítimas mortais, em sucessivos confrontos com as autoridades.

A pressão internacional sobre Caracas é cada vez mais intensa, mas o Governo de Nicolás Maduro não parece disposto a ceder. Nas últimas horas, o presidente da República Bolivariana da Venezuela colocou um vídeo no seu perfil da rede social Facebook, no qual pode ser visto a jogar basebol, um dos desportos favoritos dos venezuelanos, com Diosdado Cabello, destacada figura da venezuela chavista. (veja o vídeo no início da página).

O ministério venezuelano dos Negócios Estrangeiros (Relações Exteriores) já disse, por outro lado, e em resposta à tomada de posição da Organização de Estados Americanos, que poderia retirar-se da instituição, caso seja convocada uma reunião sem a presença da sua delegação.

  • Presidente diz que os protestos têm como objetivo “impedir a recuperação económica da Venezuela.”

  • Os protestos contra o Governo relacionam-se com decisões do Tribunal Supremo, que visavam retirar competências ao parlamento, nas mãos da oposição.

  • Manifestantes exigem a realização de eleições e a libertação de detidos pelo Governo, que definem como “presos políticos”


  • Amnistia Internacional denuncia “silêncio forçado” pelas autoridades

    A organização pela defesa dos Direitos Humanos, Amnistia Internacional (AI), denuncia o que define como a proliferação de detenções aribtrárias por parte das autoridades venezuelanas, para “calar dissidentes”.

    Segundo o relatório da AI, com o título Silêncio à Força, apresentado no México, têm vindo a tomar-se decisões que violam os direitos dos cidadãos, por motivos políticos.

    A organização pede às autoridades de Caracas que, “em vez de reprimir as pessoas, comecem a procurar soluções duradouras e efetivas para a crise humanitária” que tem vindo a “desencadear as violações dos Direitos Humanos”.


    A AI diz que, na Venezuela, não existe, atualmente, distinção entre a Justiça e o poder Executivo. Pede, por isso, ao Governo de Maduro, que aceite a entrada de uma delegação da Corte Interamericana de Direitos Humanos no país, para que os cidadãos possam “procurar justiça.”

    Segundo dados do Ministério Público da República Bolivariana, foram detidas, só este mês de março, 1289 pessoas.

    A Amnistia Internacional considera “proocupante” o que diz ser “a utilização sistemática” do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN) neste tipo de casos, órgão que depende diretamente do vicepresidente da Venezuela e que tem como missão “a neutralização de ameaças reais ou potenciais ao Estado venezuelano.”

    A AI aponta ainda para a existência de vários casos de detenções abusivas, de detidos impedidos de comunicar com as famílias, de detidos depois de que um juíz desse ordem para que sejam postas em liberdade e de deputados que viram violada a sua imunidade parlamentária.