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Brasil: Temer rejeita ceder a sindicatos após primeira greve geral em 21 anos


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Brasil: Temer rejeita ceder a sindicatos após primeira greve geral em 21 anos

Centenas de milhares de pessoas manifestaram-se, esta sexta-feira, em várias cidades do Brasil, durante a primeira greve geral em 21 anos no país.

O protesto, convocado pelos sindicatos, pretendia denunciar as reformas do atual governo conservador ao nível da lei laboral e do sistema de pensões.

As marchas foram marcadas por atos de vandalismo e confrontos esporádicos entre grupos de radicais e a polícia, à margem dos protestos, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Pelo menos 21 pessoas foram detidas em São Paulo, onde um grupo de manifestantes protagonizou confrontos com a polícia frente à casa do presidente Michel Temer, que se encontrava em Brasília.

A demissão do atual presidente foi uma das palavras de ordem da mobilização.

Segundo os sindicatos, a greve teria tido uma adesão de 45%, em especial nos setores da indústria automóvel e petrolífera, assim como em escolas ou bancos.

O governo brasileiro relativizou os protestos, falando de “fracasso” e de “mobilização insignificante”.

Michel Temer afirmou que não vai ceder aos protestos, em nome do combate à recessão económica, no mesmo dia em que o desemprego batia um novo recorde no país, ao atingir mais de 14 milhões de pessoas.

Na sua conta Twitter a ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff saudava o movimento social, como o exemplo, segundo ela, de que, “o povo brasileiro é valente e é capaz de resistir a mais um golpe”.