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Itália: ONGs sob suspeita de facilitarem tráfico humano

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De  Euronews
Itália: ONGs sob suspeita de facilitarem tráfico humano

<p>O primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, pediu, este sábado, um inquérito às organizações não-governamentais que ajudam no resgate de migrantes no Mar Mediterrâneo.</p> <p>A polémica estalou, em Itália, depois das declarações do procurador italiano da Catânia, Carmelo Zuccaro, que afirmou ter conhecimento de que algumas destas organizações são financiadas pelos passadores.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">Italy’s La Stampa, Carmelo Zuccaro: “direct contacts between certain <span class="caps">NGO</span>s and people traffickers in Libya” <a href="https://t.co/0DOtPt6EI0">https://t.co/0DOtPt6EI0</a> <a href="https://t.co/cTDZ1eQj9D">pic.twitter.com/cTDZ1eQj9D</a></p>— The Bassiouni Group (@BassiouniGroup) <a href="https://twitter.com/BassiouniGroup/status/856937307961569280">April 25, 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>“Na minha opinião, essas <span class="caps">ONG</span>s podem estar a ser financiadas pelos contrabandistas – algumas delas… Temos que fazer as distinções certas. Tenho conhecimento de contactos diretos. Hoje, esse tráfego vale tanto quanto o mercado de drogas. Algumas <span class="caps">ONG</span>s têm finalidades diferentes, inclusive, por exemplo, a desestabilização da economia italiana”, afirmou o procurador da Catânia.</p> <p>O ministro dos Negócios Estrangeiros, Angelino Alfano, saiu já em defesa de Zuccaro, que será investigado pelo Conselho Superior de Magistratura, devido às suas declarações. </p> <p>Carmelo chefia uma equipa que investiga todos os aspetos legais da crise migratória, em particular, as atividades das <span class="caps">ONG</span>s, muitas delas, com pouco tempo de existência.</p> <p>Em fevereiro, alguns responsáveis da Frontex sugeriram que alguns grupos sem fins lucrativos estão a apoiar, indiretamente, as redes de tráfico humano que cobram aos refugiados e migrantes somas avultadas para chegar à Europa.</p>