Última hora

Em leitura:

EUA e aliados preparam resposta a novo teste norte-coreano


Coreia do Norte

EUA e aliados preparam resposta a novo teste norte-coreano

Os Estados Unidos preparam-se para responder ao novo lançamento de um míssil norte-coreano este sábado, para já, com novas sanções ou mais exercícios militares na região.

O regime comunista lançou um segundo míssil de médio alcance que teria voado durante minutos, antes de explodir a 71Km de altitude, segundo fontes sul-coreanas.

O teste teria sido levado a cabo com o novo míssil de médio alcance KN-17, depois de um primeiro teste, igualmente fracassado, no dia 18.

O comando norte-americano no Pacífico afirmou que o míssil não teria saído do território norte-coreano.

Na sua conta na rede social Twitter, o presidente norte-americano, Donald Trump, considerou o gesto de Pyongyang como uma “falta de respeito” relativamente à China, quando Washington pressiona Pequim a pôr termo às provocações do país aliado.

Para o porta-voz da diplomacia sul-coreana, Cho June-hyuk:

“Se a Coreia do Norte continua a brincar com o fogo e a desafiar o mundo e a rejeitar a desnuclearização, nós deixamos o aviso de que a Coreia do Norte vai enfrentar medidas punitivas fortes impostas pelo Conselho de Segurança da ONU ou por outros. O governo vai também acelerar todas as medidas necessárias para melhorar a sua capacidade de dissuasão, tendo por base uma defesa coordenada entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul. Nós vamos proteger as vidas dos nossos cidadãos e a segurança da Coreia do Sul”.

Fontes oficiais em Washington, citadas pela agência Reuters, não excluem a possibilidade de organizar novos exercícios militares, quando o porta-aviões norte-americano Carl Vinson e o submarino nuclear USS Michigan já se encontram em águas territoriais da península coreana.

O míssil deste sábado representa o nono teste do regime comunista (e o quarto lançamento fracassado) desde o início do ano, num clima de tensão crescente, marcado pelas ameaças dos EUA de retaliarem novas “provocações” de Pyongyang.

Washington tinha voltado a alertar Pyongyang, na sexta-feira, para as consequências de um novo lançamento de míssil.

Apesar de ter condenado a corrida às armas de Pyongyang, a China rejeitou o recurso à força para que o regime norte-coreano aceite abandonar o seu programa de mísseis balísticos e armas nucleares.