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Presidenciais francesas: Le Pen escolhe primeiro-ministro, Macron critica "finanças mágicas" da adversária


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Presidenciais francesas: Le Pen escolhe primeiro-ministro, Macron critica "finanças mágicas" da adversária

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Com AFP

Faltam oito dias para a segunda volta das eleições presidenciais francesas. Marine Le Pen, a candidata da Frente Nacional (extrema-direita), e Emmanuel Macron, candidato do Movimento En Marche! (centrista liberal), foram os apurados. O voto tem lugar no dia sete de maio.

Marine Le Pen (21,3% na primeira volta) anunciou, este sábado, que se for eleita presidente, nomeará Nicolas Dupont-Aignan para o posto de primeiro-ministro.

Dupont-Aignan, do partido Debout la France (soberanistas eurocéticos), conseguiu 4,7% dos votos na primeira volta das presidenciais.


Le Pen definiu o candidato soberanista como “um patriota sincero e exigente” e disse estar “orgulhosa” da aliança que tinham estabelecido.

Dupont-Aignan falou, por seu lado, num dia histórico, mas recordou que não tinha passado a formar parte da Frente Nacional.

Le Pen – Dupont-Aignan: Uma Alliança patriótica e republicana

O acordo entre a candidata da Frente Nacional e o líder do partido Debout la France implica uma importante mudança de posição da parte de Marine Le Pen no plano económico:

  • A saída do euro deixa de ser uma prioridade absoluta

  • A candidata da extrema-direita matinha que se tratava de uma condição fundamental para a melhoria da situação económica.

Macron: O que interessa é o programa de Marine Le Pen

Emmanuel Macron criticou a escolha da candidata da Frente Nacional.

O candidato do movimento En Marche! falou, este sábado, aos jornalistas, durante uma visita a uma quinta, na região Auvergne-Rhône-Alpes (sudeste).

Segundo Macron, a adversária escolheu Nicolas Dupont-Aignan para tentar superar o que definiu como problemas de “credibilidade e de financiamento” das duas candidaturas.

“É nada mais nada menos do que isso e não é grave que assim seja”, continou Macron.

O candidato de tendência liberal-centrista disse aos presentes que o programa de Marine Le Pen era o que interessava e não quem escolhia para o posto de primeiro-ministro, um programa que definiu como “de finanças mágicas”.


“Implica estabelecer a reforma aos 60 anos, aumentar o número de funcionários, aumentar tudo e baixar os impostos!”.

Macron recordou também que as ajudas à exportação dos produtos agrícolas franceses precisam das ajudas europeias, pelo que todo projeto que implique o fecho das fronteiras é “mau para o mundo rural”.

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