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Peritos avisam eurodeputados sobre riscos do Brexit para os cidadãos

A vida dos mais de três milhões de cidadãos da União Europeia que vivem no Reino Unido pode tornar-se num pesadelo se o Brexit não acautelar os seus direitos de forma legalmente vinculativa. O aviso f

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Peritos avisam eurodeputados sobre riscos do Brexit para os cidadãos

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A vida dos mais de três milhões de cidadãos da União Europeia que vivem no Reino Unido pode tornar-se num pesadelo se o Brexit não acautelar os seus direitos de forma legalmente vinculativa.

O aviso foi dado numa audição temática no Parlamento Europeu, quinta-feira, tendo a ativista Anne-Laure Donskoy dito à euronews que “já estamos a ver ofertas de emprego que são exclusivas para cidadãos britânicos”.

“Há pessoas a quem foi recusado o aluguer de apartamento ou a abertura de conta bancária, por exemplo. Cada vez é mais difícil conseguir empréstimos porque o banco quer saber se a pessoa vai poder ficar no país ou não”, acrescentou.

Sem acordo, estes migrantes terão de se submeter à legislação britânica aplicável aos cidadãos do resto do globo e que é uma das mais complexas e restritivas a nível mundial.

“O governo informou os cidadãos da União Europeia de que se devem inscrever no sistema de alertas por e-mail e mais nada. Eu aconselho vivamente os meus clientes a obterem informações completas sobre se podem já obter a residência permanente nos termos da legislação europeia, ou se reunirão as condições nos próximos dois anos, ou se podem obter a nacionalidade britânica, e por aí fora”, explicou o advogado Jan Doerfel.

A forca laboral britânica vai ressentir-se em muitos setores, da saúde aos serviços, passando pela construção civil.

“O défice no setor da construção civil, dentro de cinco anos, será de cerca de 230 mil pessoas, que é a população de uma cidade como Luton. Tanto em Londres, como em todo o Reino Unido, haverá grandes lacunas que terão de ser preenchidas devido à perda potencial de migrantes”, sublinou Julia Onslow-Cole, analista numa empresa de consultoria.

Todas estas preocupações se aplicam aos 1,2 milhões de britânicos que vivem nos outros 27 Estados-membros da União Europeia.