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"Rota da Seda": A globalização à chinesa

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"Rota da Seda": A globalização à chinesa

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A China retoma o projeto de uma nova “rota da seda” como alternativa ao protecionismo económico de Donald Trump.

Pequim anunciou um investimento de 124 mil milhões de dólares no novo projeto com que pretende reforçar os laços comerciais entre a Ásia e a Europa, durante uma cimeira de dois dias na capital chinesa.

Frente aos responsáveis de 29 países, o presidente Xi Jinping garantiu que, com a nova plataforma de cooperação, a China não pretende, “impor a sua visão aos outros países”.

“Numa época em que os países são interdependentes, de ameaças globais que se repetem, nenhum país tem a capacidade de se proteger ou resolver sozinho os problemas do mundo de hoje em dia”.

Países europeus como Espanha, Itália, Grécia e Hungria participaram igualmente na reunião.

A Alemanha, ausente do encontro, afirma que não vai assinar o acordo, quando exige mais garantias de transparência e de acesso das empresas estrangeiras ao mercado chinês.

Uma reserva parcialmente partilhada pelo vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, presente na reunião:

“Para materializar aquilo que disse o presidente Xi, é preciso acelerar as negociações sobre os novos investimentos para podermos ter resultados o mais brevemente possível”.

Pequim pretende investir mais de mil milhões de euros em infraestruturas, de linhas de caminho de ferro a portos e autoestradas entre a Ásia e a Europa.

Uma ideia lançada há quatro anos por Xi Jiping e que continua a fazer franzir muitos sobrolhos, face ao que alguns consideram como uma tentativa de “colonização” por parte da segunda maior potência económica mundial.