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O mundo da ópera reuniu-se em torno do jubileu do Met


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O mundo da ópera reuniu-se em torno do jubileu do Met

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É um dos palcos operáticos mais prestigiados do mundo. A Metropolitan Opera de Nova Iorque mudou-se para o espaço do Centro Lincoln há 50 anos. Para celebrar esse jubileu, 40 dos cantores líricos mais consagrados vieram interpretar obras icónicas do repertório do Met.

Plácido Domingo foi um deles. “Em 50 anos, fiz 21 aberturas de temporada na Metropolitan Opera… Participei em mais de 750 espetáculos e fui maestro em mais de uma centena. É uma vida inteira. Aqui sinto-me em casa”, afirma.

O diretor-geral do Met, Peter Gelb, recorda a primeira vez em que entrou neste espaço, logo após a inauguração: “Tinha 13 anos quando os meus pais me trouxeram ao Met. Sentámo-nos no camarote de Rudolph Bing, que ocupava o lugar que tenho hoje. A dada altura, alguém apupou o espetáculo. O Bing saltou logo do camarote e foi dar uma reprimenda aos espetadores em questão. Mal sabia eu que um dia estaria no mesmo camarote como diretor-geral”.

A soprano Sonya Yoncheva é particularmente entusiasta em relação às suas experiências aqui: “Foi fantástico o que eles fizeram com a iluminação. Nós aparecíamos no ‘La Bohême’ como se estivéssemos num filme. Tínhamos uma rede à nossa frente para a projeção. Tínhamos de conseguir transportar o público para a produção única e icónica de Zeffirelli”.

“A primeira vez que cantei no Met foi em 2013. Lembro-me de sentir uma grande ousadia, não só porque o Met é o teatro mais incrível do mundo, mas também porque nos dá uma sensação de autoconfiança, de força. Somos ou não somos capazes?”, pergunta Yoncheva.

A mezzo-soprano Joyce DiDonato realça que “era sempre empolgante! Cada espetáculo era mais impressionante que o outro. Nós ficávamos nos bastidores a apoiar os colegas, à espera que cantassem… Sentíamos a mistura fantástica que a ópera representa, a homenagem à tradição mas numa abordagem moderna. Éramos uma família”.

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