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Polícia confirma identidade do bombista da Manchester Arena


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Polícia confirma identidade do bombista da Manchester Arena

O grupo jihadista Estado Islâmico clamou a autoria do ataque na Arena de Manchester e explicou que foi levado a cabo com um engenho explosivo colocado no local do concerto. A reivindicação surgiu na plataforma Telegram. “Um dos soldados do Califado conseguiu colocar um engenho explosivo numa reunião de Cruzados na cidade de Manchester”, pode ler-se no comunicado.

Num comunicado à imprensa, nesta tarde de terça-feira, o chefe da Polícia da Grande Manchester, Ian Hopkins confirmou a identidade do autor da explosão à saída do concerto de Ariana Grande, na Manchester Arena, pelas 22h30 locais, como sendo Salman Abedi, de 23 anos. Morreu no local.

As investigações continuam, tendo Hopkins reforçado o pedido para o público não especular em redes sociais e também por parte dos media , para além de manter como prioritária a linha investigativa que visa apurar se Abedi atuou isoladamente ou em rede.

22 pessoas morreram, entre as quais se contam crianças, outras 59 ficaram feridas, algumas delas em estado crítico.

A polícia de Manchester foi alertada igualmente, esta manh,ã para um novo incidente num centro comercial da cidade, aparentemente um falso alarme.

As autoridades afirmam ter detido igualmente um homem, sublinhando que o novo incidente não estará relacionado com o atentado contra o Manchester Arena.

O pânico tomou conta da cidade de Manchester. Um importante centro comercial, o Arndale Centre, foi evacuado ao início da tarde, depois de várias testemunhas evocarem um grande estrondo. Mas, de acordo com a agência Reuters, a estrutura comercial foi reaberta pouco depois. A TV pública britânica afirma que a polícia efetuou uma detenção.

Esta situação ocorre pouco mais de 12 horas depois do atentado que fez 22 mortos e cinco dezenas de feridos. Entre as vítimas mortais contam-se várias crianças. O ataque foi desencadeado por um bombista suicida.


O atentado ocorreu no final de um concerto da cantora norte-americana, Ariana Grande, esta segunda-feira, cerca das 22h30, hora local. A polícia britânica procedeu, horas mais tarde, a uma explosão controlada para eliminar um pacote suspeito encontrado no interior da sala de concertos.

Este foi o ataque mais mortal na Grã-Bretanha desde os atentados suicidas de Londres de julho de 2005, onde morreram 52 pessoas.

O atentado ocorre a pouco mais de duas semanas antes das eleições legislativas no Reino Unido. A primeira-ministra, Theresa May, e o rival trabalhista, Jeremy Corbyn, suspenderam a campanha eleitoral.

A Grã-Bretanha encontra-se, atualmente, em estado de alerta “severo”, o segundo mais elevado, o que significa que se considera que um ataque de militantes pode estar eminente.

A explosão na Manchester Arena semeou o pânico na sala de espetáculos da cidade britânica, com capacidade para 21 mil pessoas. Os relatos dos presentes fazem lembrar as cenas vividas pelos que assistiam ao concerto no Bataclan de Paris, atacado por militantes islamitas em novembro de 2015.

“As luzes acenderam-se no fim do concerto e todos começaram a sair, mas de repente houve uma forte explosão. Todos os assentos abanaram e as pessoas começaram a correr, a gritar e a chorar. Nós tentámos simplesmente procurar a primeira saída, por isso tivemos de dar toda a volta” – relatou uma testemunha, enquanto outra explica: “Estava a descer em direção ao palco quando houvi a explosão. Comecei a correr, pela porta fora, até ao meu hotel e podia ouvir gritos e pessoas a chorar e correr em todas as direções. Foi uma loucura.”

A cantora norte-americana reagiu através do Twitter. Ariana Grande disse sentir-se “ferida” com o sucedido e transmitiu o pesar a todas as vítimas. Na mensagem enviada, afirmou “não ter palavras” e sentir-se “profundamente desolada, do fundo do coração”.


O presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, afirmou que a capital britânica está ao lado de Manchester, neste momento trágico. O presidente francês, Emmanuel Macron, já transmitiu a sua consternação face ao sucedido e precisou que estará em contacto direto com a primeira-ministra britânica. O primeiro-ministro português também deixou uma mensagem de pesar no Twitter.