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Egito lança ataque aéreo contra jihadistas na Líbia


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Egito lança ataque aéreo contra jihadistas na Líbia

A força aérea egípcia coordenou uma série de seis ataques seguidos de uma opearção no terreno, esta sexta feira, contra campos na Líbia oriental onde, segundo o Cairo, são treinados os militantes com ligações à Al-Qaeda e por trás dos ataques aos cristãos coptas.

Resposta rápida ao último ataque, também esta sexta feira, feito a um autocarro de peregrinos.
Os ataques aéreos deram-se horas depois de homens mascarados abrirem fogo em Al-Minya, no centro do Egipto, sobre um autocarro de cristãos coptas. 29 morreram, 24 ficaram feridos. Não houve, até agora, reivindicação de autoria deste atentado, depois de uma série de ataques bombistas a igrejas clamados pelo Daesh numa sanha violenta contra os coptas.


O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, foi inequívoco no posicionamento, continuando a mostrar-se solidário com uma parte de cerca de dez por cento dos cerca de 92 milhões de egípcios que perfazem a população nacional: “Os países que apoiam o terrorismo e lhe providenciam dinheiro e armas e treino devem ser castigados. Eles devem ser castigados. Não há reconciliação com eles.”

Já o arcebispo da Igreja de Maghagha, Aghason Talaat, afirma que a morte dos cristãos coptas às mãos dos jihadistas será feita sem medo, pelo futuro do Egito: “Todos os dias o Egipto produz mártires. A Igreja egípcia é conhecida como uma igreja nacional e não parou nem nunca vai parar de sacrificar os fiéis como mártires da igreja e da pátria.”


Milhares marcaram presença num serviço funerário numa aldeia perto de al-Minya que se transformou num protesto enraivecido contra o falhanço das autoridades na proteção aos cristãos coptas.

A Igreja dos cristãos coptas data de há cerca de 2 000 anos. Cerca de 70 perderam já a vida desde dezembro em atentados bombistas reivindicados pelo Daesh, em igrejas do Cairo, Alexandria e Tanta.

Uma campanha de crimes contra os coptas lançada pelo auto-proclamado Estado Islâmico no Sinai do Norte levou à fuga de centenas de cristãos em fevereiro e março.

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