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Venezuela evita condenação da OEA

A proposta foi apoiada pelos Estados Unidos da América, México, Brasil, Peru, Canadá e Panamá e pedia a reconsideração da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela.

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Venezuela evita condenação da OEA

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Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Organização dos Estados Americanos, reunidos em Cimeira, em Cancún, no México, falharam em aprovar uma resolução crítica ao Governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.

A proposta, apoiada pelos Estados Unidos da América, México, Brasil, Peru, Canadá e Panamá, que pedia a reconsideração da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, fracassou, obtendo 20 votos a favor, oito abstenções, cinco votos contra e uma ausência – a própria Venezuela.

Segundo a agência espanhola EFE, quatro países da Capricom – a Comunidade do Caribe, retiram o apoio, à última hora, ao texto, cedendo às pressões exercidas pela chefe da diplomacia de Caracas, Delcy Rodríguez.


O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, anunciou que vão analisar a situação na Venezuela: “Na próxima semana, vamos atualizar o relatório apresentado em março. O segundo relatório, sobre a situação da repressão que tem havido na Venezuela, o aumento dos presos políticos, os assassinatos, a sistematização de como têm sido praticados, sistematicamente, pelo Estado (…)”.

Outro anúncio foi feito na Cimeira de Cancún: “Por amor à Venezuela, apresento-me como candidata à Assembleia Nacional Constituinte”, afirmou Rodíguez.

Delcy Rodríguez abandona a pasta dos Negócios Estrangeiros para se candidatar a redatora da nova Constituição.

Na Venezuela, o Governo de Nicolás Maduro não se deixa intimidar. O Supremo Tribunal de Justiça, controlado pelo regime, abriu a porta de saída à procuradora-geral Luisa Ortega Diaz, que tem vindo a contestar as ações do presidente. Maduro anunciou, ainda, a substituição de todas as chefias militares do país.


Nas ruas, continuam os protestos. Milhares de manifestantes exigem a demissão do Governo. Desde abril, os confrontos entre os opositores e as autoridades fizeram já mais de 70 mortos e mais de um milhar de feridos.

Num protesto, o presidente da Câmara de El Hatillo, David Smolansky, afirma que “todos estes jovens estudantes que caíram, em mais de 80 dias de resistência, vão ser para sempre recordados. Eles são os novos heróis da Venezuela. São os heróis do século XXI. Deram, literalmente, as suas vidas para resgatar a democracia.”

A oposição pediu à população que se organize em rebelião permanente e progressiva.