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Cimeira da UE: Theresa May pouco convincente nas propostas do Brexit

Theresa May não foi muito bem-sucedida na proposta sobre as garantias dos direitos dos cidadãos mais afetados pelo Brexit. Na cimeira da União Europeia, em Bruxelas, a primeira-ministra britânica apre

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Cimeira da UE: Theresa May pouco convincente nas propostas do Brexit

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Theresa May não foi muito bem-sucedida na proposta sobre as garantias dos direitos dos cidadãos mais afetados pelo Brexit.

Na cimeira da União Europeia, em Bruxelas, a primeira-ministra britânica apresentou as linhas gerais de um documento cujos detalhes serão divulgados na próxima semana.

No último dia de trabalhos da cimeira, sexta-feira, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que “é um primeiro passo, mas não é suficiente”.

Theresa May propõe um mínimo de cinco anos de residência no Reino Unido por parte dos imigrantes da União Europeia para que possam aceder a esses direitos.

“A minha primeira impressão é que a oferta do Reino Unido está abaixo das nossas expetativas e corre o risco de agravar a situação dos cidadãos”, afirmou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Ao contrário do que pedem os outros 27 Estados-membros, Theresa May recusa a ideia dos cidadãos fazerem valer os seus direitos através do Tribunal de Justiça Europeu.

Nos dois dias da cimeira debateram-se, ainda, as questões da segurança interna, defesa externa, comércio e migração.

Angela Merkel e Emmanuel Macron fizeram questão de mostrar a sintonia do eixo franco-alemão numa conferência de imprensa conjunta.

A estrear-se nestas lides das cimeiras, o Presidente francês disse: “O acordo, a sintonia, entre a França e a Alemanha é condição necessária para a Europa progredir, mas não é a única condição”.

Enfraquecida politicamente no Reino Unido, Theresa May voltou a sentir a determinação dos restantes 27 países em manterem uma frente unida nas negociações.

Os 27 Estados-membros adotaram, ainda, os critérios para a escolha das cidades que acolherão as sedes das agências europeias atualmente em Londres, agendando a eleição para novembro.

Portugal vai candidatar-se à Agência Europeia dos Medicamentos e tem até 31 de julho para apresentar o dossiê. O primeiro-ministro, António Costa, disse que um grupo de trabalho técnico vai decidir se é o Porto ou Lisboa que tem maiores probabilidades de ganhar.

Entre os seis critérios de apreciação das candidaturas conta-se a “desejável distribuição geográfica das agências” que, à partida, é desfavorável a Portugal.

O país já acolhe duas agências, a de Segurança Marítima e o Observatório da Droga (ambas em Lisboa), enquanto vários Estados-membros não têm nenhuma.