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'Futebol para a amizade': crianças de 64 países jogam futebol e tecem amizades


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'Futebol para a amizade': crianças de 64 países jogam futebol e tecem amizades

Rapazes e raparigas do mundo inteiro juntaram-se em São Petersburgo para jogar futebol e promover a amizade entre as nações. O programa ‘Futebol para a amizade’ foi coorganizado pela empresa de gás russa GazProm e pela FIFA.

“As crianças não só participam nos jogos, como promovem o futebol, um estilo de vida saudável e valores humanos comuns”, afirma Victor Zubkov, presidente do conselho de administração da Gazprom, a maior exportadora de gás natural do mundo.

A iniciativa reuniu crianças de 64 países, incluindo o Paquistão, a Síria, a Turquia e os Estados Unidos.

Cada participante treinou e jogou numa equipa mista composta por rapazes e raparigas de diferentes países.

“Farei uma equipa no Paquistão e serei certamente tão famoso como o Cristiano”, disse Mohammad Yusuf, do Paquistão.

Os Estados Unidos integraram o programa pela primeira vez, este ano. A participante norte-americana defende a igualdade entre mulheres e homens.

“Quero mudar as coisas para que os rapazes e as raparigas possam seguir a mesma via, para que haja uma jogadora famosa como o Ronaldo e para que as raparigas possam jogar contra os rapazes, para que haja equipas mistas em que todos podemos jogar uns contra os outros, como no programa Futebol para a Amizade”, disse Lauren Sowers.

Sujar Kahar começou a jogar futebol num bairro pobre de Bombaim. É a primeira vez que viaja para o estrangeiro graças ao programa ‘Futebol para a Amizade’. O adolescente indiano é guarda-redes leva na bagagem grandes sonhos para o futuro.

“A minha inspiração é o Messi. Quero ser como o Messi mas na posição de guarda redes”, confessou Sujar Kahar.

Este ano, Runqi Cui, de Pequim, participou no programa pela segunda vez e experimentou um novo papel, o de treinador.

“Isto talvez possa mudar a minha vida. Penso que o futebol pode unir o mundo”, disse o jovem chinês.

Em cinco edições, o programa ‘Futebol para a amizade’ envolveu 500 mil pessoas. Cada uma levou para casa a pulseira da amizade, o símbolo de um encontro único capaz de mudar mentalidades, de acordo com a secretária geral da FIFA.

“Devido ao impacto mundial do futebol, trata-se de uma oportunidade única para unir as pessoas e criar sinergias entre nações, entre mulheres e homens e quebrar todo o tipo de barreiras no mundo”, sublinhou Fatma Samoura, secretária geral da FIFA.

Além dos treinos e do torneio, os participantes visitaram as ruas e os monumentos de São Petersburgo. Um tempo de lazer e convívio entre crianças de diferentes culturas que promete deixar marcas.

“São todos meus amigos, aqui. No Instragram, vou ficar em contacto com os meus amigos até ao fim”“, prometeu Mohammad Yusuf, do Paquistão.

No final do torneio, todos os participantes ganharam um prémio: um bilhete para ver a final da Taça das Confederações e a oportunidade de conhecer jogadores de futebol famosos.

“A mensagem principal do torneio é a amizade entre nações, países e continentes”, concluiu Zenit, jogador da equipa de São Petersburgo.

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