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Fogo Cruzado, a aplicação carioca anti-tiroteio

Pode ser descarregada para diferentes tipos de telefones portáteis e foi criada por brasileiros.

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Fogo Cruzado, a aplicação carioca anti-tiroteio

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Com Jornal O Globo

O aumento da violência nas grandes cidades brasileiras tem vindo a preocupar o poder local e, sobretudo, os residentes das zonas afetadas, normalmente marcadas por fortes índices de pobreza e pela falta de infraestruturas.

Uma das cidades é o Rio de Janeiro, onde a maioria dos que morrem em episódios de violência relacionados com armas de fogo são jovens, muitos dos quais, menores.

Em 2016, no entanto, surgiu uma ideia, iniciativa da organização pelos Direitos Humanos Amnistía Internacional que, não solucionando o problema, tem ajudado a vida de muitos residentes cariocas e que tem vindo a dar que falar nos media internacionais.




Uma aplicação, criada por brasileiros, conhecida como Fogo Cruzado, disponível para os sistemas iOs e Android.

Uma vez descarregada para o telemóvel (celular) de forma gratuita, permite que qualquer pessoa agregue informação sobre um tiroteio do qual tenha sido testemunha. Surge depois um ponto vermelho num mapa e ficam acessíveis a todos os detalhes sobre o incidente.

Segundo a página da AI no Brasil, a ideia surgiu de investigações sobre tiroteios no Rio de Janeiro no ano de 2015, através de informações disponíveis na imprensa, relatórios da polícia e redes sociais

Como muitos tiroteios não são tidos em conta pela polícia, a AI sentiu a necessidade de criar uma rede na qual todos os interessados pudessem participar.

Região metropolitana do Rio com altos índices de violência armada

Segundo Atila Roque, diretor executivo da Amnistia Internacional no Brasil, a região metropolitana do Rio de Janeiro convive com “altos índices de violência armada.”

Roque diz que, de acordo com o Mapa da Violência, foram registados, na região, cerca de 3500 assassinatos por arma de fogo só em 2012, na maioria dos casos, jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 29 anos.

“Essa violência armada, além de mortos e feridos, gera fortes impactos na rotina dos cidadãos, como a suspensão de aulas em escolas, fecho de postos de saúde e bloqueio de vias públicas (…)”, continuou o diretor da AI no Brasil.




Segundo o diário carioca O Globo, a aplicação passou primeiro por um período de testes nas comunidades do Jacarezinho, Manguinhos, Complexo da Maré, Complexo do Alemão, Acari, Cidade de Deus e Morro Agudo (cidade de Nova Iguaçu).