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Tranquilidade e abstenção nas legislativas de Timor-Leste


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Tranquilidade e abstenção nas legislativas de Timor-Leste

As eleições legislativas realizadas este sábado em Timor-Leste decorreram com normalidade e as urnas encerraram num clima de tranquilidade. A informação foi avançada pelo presidente da Comissão Nacional de eleições (CNE) timorense. Alguns observadores estimam um aumento da abstenção no sufrágio.

“Em termos gerais, a situação esteve controlada. Tudo correu bem e com um bom atendiumento pelas autoridades eleitorais”, afirmou Alcino Baris, numa atualização do andamento do ato eleitoral no centro de imprensa do CNE, em Díli.

O mais alto responsável eleitoral do país revelou ter havido “uma boa participação, ativa, com a presença de muitos fiscais dos partidos políticos, com observação rigorosa da CNE e a presença de observadores internacionais e nacionais.”


Alcino Brás registou apenas pequenos problemas como o ligeiro atraso em dois locais de voto porque acabarm os boletins e foi preciso levar mais para os locais, num processo que necessitou de escolta policial.

As urnas fecharam às 15:00 horas locais (07:00, em Lisboa) e o escrutínio está já em curso. A contagem dos votos vai prolongar-se pelos próximos dias e o anúncio dos resultados ê esperado para o início de agosto.


Com uma população a rondar os 1,2 milhões de pessoas, em Timor-Leste estão inscritos 764.858 eleitores. A avaliar pela taxa de participação eleitoral das eleições presidenciais deste ano e pela afluência às urnas estimada nestas legislativas, a página Timor Agora sugere que o número real de eleitores seja inferior aos registados, situando-o entre os 500 e os 530 mil cidadãos com o direito a eleger o novo Governo.


Estiveram inscritos nos boletins de voto 20 partidos políticos e uma coligação. Em “jogo”, estão os 65 assentos do Parlamento timorense. O conselho Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) e a Frente Revolucionria de Timor-Leste Independente (Fretilin) dividiram entre si 55 lugares na última legislatura e são os favoritos.


Com a perspetiva de um aumento da abstenção em relação às recentes presidenciais, os partidos políticos inscritos terão de ultrapassar a barreira dos 4 por cento (21 mil votos) para eleger deputados parlamentares.

Presidente da República otimista

O Presidente da República timorense mostrou-se convicto de que os lideres e a população do país saberão manter durante o escrutínio o clima de paz e estabilidade que caracterizou a campanha para estas legislativas.

“O povo, os partidos políticos, os militantes deram uma prova de maturidade de quererem a paz e a estabilidade. Estou confiante de que todo o povo garantirá a paz e a estabilidade e irá às urnas expressar a sua vontade politica, escolhendo os membros do Parlamento”, disse Francisco Guterres Lu-Olo, citado pela agência Lusa.


“Estou muito confiante porque o povo, os partidos e os militantes dos partidos dos partidos políticos já demonstraram pela prática durante a campanha que não houve incidentes e acredito que esta eleição vai decorrer num ambiente de paz e estabilidade”, reforçou.


O chefe de Estado falava aos jornalistas momentos depois de votar, com a sua mulher, na escola nº.1 do Farol, em Díli, no primeiro ato eleitoral em Timor-Leste desde a independência em que não fez campanha.

“Foram 17 anos nas campanhas. Esta é a primeira vez em que não participei. Embora tivesse algum sentimento sobre essa postura politica, devo dizer muito claramente que continuo a cumprir o meu compromisso, como Presidente de todos os timorenses e, por isso, não participei na campanha”, disse.