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Donald Trump proíbe pessoas transgénero no Exército

O Presidente dos Estados Unidos comunicou a decisão através da rede social Twitter.

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Donald Trump proíbe pessoas transgénero no Exército

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As redes sociais voltaram a ser o aliado de peso de Donald Trump para fazer revelações que se adivinham polémicas ainda antes de serem comunicadas. Esta quarta-feira, o Presidente dos Estados Unidos anunciou que as pessoas transgénero não serão admitidas no Exército norte-americano.

Através do Twitter, Trump revelou que tomou a decisão “depois de consultar generais e peritos militares.” Foi mais longe e sublinhou que as Forças Armadas devem estar concentradas na vitória e não em assegurar os “tremendos” custos médicos e o “transtorno” de lidar com estas pessoas.




O antigo secretário de Estado da Defesa durante a administração Obama, Ash Carter, disse, esta quarta-feira, que várias pessoas já serviram o Exército de maneira “capaz e honrada” e reforçou que “escolher elementos com base em outros critérios que não as capacidades militares é política social e não tem lugar no Exército dos Estados Unidos.”

A soldado transexual Chelsea Manning acusou Trump de “cobardia” mas não está só.


Ayla Holdom, a primeira piloto militar transgénero no Reino Unido, juntou-se às críticas: “Estima-se que entre 2500 a 7000 pessoas transgénero estejam a servir no Exército com distinção e agora surge isto não só para prevenir recrutamentos futuros mas para dizer que estas pessoas já não são bem-vindas e que o trabalho que fazem não é valorizado. Custa-me acreditar. Tenho muitos amigos no Exército dos Estados Unidos, que servem atualmente ou que serviram no passado. Não posso imaginar como se estarão a sentir neste momento.”

O polémico anúncio de Trump não dá detalhes sobre o que acontecerá com as pessoas transgénero que já servem no Exército.

Durante a campanha eleitoral de 2016, o Presidente dos Estados Unidos disse ser um “amigo” da comunidade LBGT (Lésbica, Bissexual, Gay e Transgénero).