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O chefe do Governo Espanhol, Mariano Rajoy, foi ouvido, esta quarta-feira de manhã, em tribunal, enquanto testemunha no processo sobre desvio de dinheiros e pagamentos ilegais, realizados entre 1999 e 2005, por responsáveis do Partido Popular.

Rajoy, negou ter beneficiado, ou ter tido conhecimento, desse esquema fraudulento no seio da formação da direita espanhola, que lidera.

À questão sobre se o diretor de campanha estava a par das questões financeiras? Rajoy respondeu que não, que os serviços financeiros têm a seu cargo o orçamento da campanha eleitoral e que, depois da campanha, informam o comité executivo.

O diretor de campanha, frisou o primeiro-ministro, “tem apenas a seu cargo as questões políticas”. O responsável financeiro, e segundo Rajoy presta contas ao Comité Executivo do qual, o chefe do executivo espanhol, acabou por admitir fazer parte.

O “cérebro” deste esquema, conhecido como “caso Gurtel”, é o empresário Francisco Correa, que já explicou, em tribunal, que entregava “envelopes” com dinheiro a funcionários públicos e responsáveis políticos eleitos pelo PP, para que estes ajudassem empresas “amigas” a ganhar contratos públicos.

Com LUSA