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Médicos contestam decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem

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De  Antonio Oliveira E Silva
Médicos contestam decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem

<p>A <strong>Ordem Profissional de Médicos de Ancara</strong> criticou o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por ter rejeitado um pedido de dois professores, que desejam ser libertados da prisão por razões de saúde, depois de <strong>cinco meses</strong> de <strong>greve de fome</strong>. Ambos têm tomado suplementos líquidos para sobreviver.</p> <p><strong>Nuriye Gulmen</strong>, professora, e <strong>Semih Ozakca</strong>, professor da escola primária, pediram ao Tribunal com sede em Estrasburgo que ordenasse à Justiça turca deixá-los em liberdade. No entanto, o <strong><span class="caps">TEDH</span></strong> decidiu na quarta-feira que a detenção dos professores <strong>não implicava</strong> um risco para a saúde dos mesmos. <br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="tr" dir="ltr">Nuriye ve Semih İçin Dayanışma yarın 12.30’ da Ankara Güvenpark’ta olacak.Yüreği Nuriye ve Semih ie atanlar Güvenpark’ta buluşalım! <a href="https://t.co/y6so4E3g3g">pic.twitter.com/y6so4E3g3g</a></p>— Nuriye Gülmen (@NuriyeGulmen) <a href="https://twitter.com/NuriyeGulmen/status/888669772996644864">22 de julho de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> <br /> Os médicos turcos discordam da decisão e dizem que <strong>Gulmen</strong> e <strong>Ozakca</strong> deveriam ser trasladados para um hospital, já que a “prisão pode trazer problemas mesmo a pessoas em boas condições de saúde”.</p> <p>“Deixar estas duas pessoas vulneráveis na prisão pode causar-lhes riscos que poderão ser letais”, disse o <strong>Bastonário Vedat Bulut</strong>, numa conferência de imprensa.</p> <p>“A falta de proteínas é grave e diferentes órgãos poderão deixar de funcionar”, acrescentou Bulut.<br /> <br /> <strong>Uma greve contra as detenções de Ancara</strong><br /> <br /> Os professores dizem que começaram a greve de fome para chamar a atenção para as cerca de <strong>150 mil pessoas</strong> que perderam os postos de trabalho desde a tentativa de <strong>golpe de Estado</strong> militar de julho do ano passado. Desde então, o presidente turco, <strong>Tayyip Erdogan</strong> declarou que o país se encontrava em estado de emergência.</p> <p>Ambos foram detidos depois de terem começado com a greve de fome, uma iniciativa levada a cabo pelo grupo de esquerda <strong><span class="caps">DHKP</span>-C</strong>, que a Turquia considera como um <strong>grupo terroristas</strong>.</p> <p>Ainda que não seja um Estado membro da União Europeia, a Turquia ratificou a <strong>Convenção Europeia dos Direitos Humanos</strong> e é, desta forma, parte integrante da jurisdição do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.</p> <p>O advogado dos professores disse, no entanto, que a decisão do Tribunal Europeu foi de natureza política e disse que iria apelar ao <strong>Comité das Nações Unidas</strong> para os <strong>Direitos Humanos</strong>.</p>