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Católicos de Guão rezam pela paz


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Católicos de Guão rezam pela paz

Centenas de pessoas reuniram-se este domingo em Aganha, a capital de Guão, para rezar pela paz, depois de vários dias de retórica bélica entre os EUA e a Coreia do Norte.

85% da população da ilha (descoberta em 1521 por Fernão de Magalhães) é católica. Homens, mulheres e crianças rezaram a Nossa Senhora de Fátima.

“Rezamos todos, aqui reunidos e Nossa Senhora está a ouvir-nos e vai trazer a paz, porque ela é a Mãe da Paz”, disse Trida Tenorio, habitante de Aganha.

De acordo com fontes militares sul-coreanas, os Estados Unidos enviaram na terça-feira para a peníncula coreana bombardeiros B-1B com capacidade nuclear, da base aérea norte-americana de Andersen, no nordeste de Guão.


Entretanto, segundo as autoridades norte-coreanas, cerca de 3,5 milhões de jovens e soldados reformados apresentaram-se aos postos de recrutamento militar.

“Não tenho medo. Não queremos guerra, mas não temos medo. Se os Estados Unidos ignorarem as nossas advertências e fizerem algo precipitadamente, será uma boa oportunidade para destruirmos a fonte do mal, a fonte da guerra, e reunificar o nosso país”, afirmou Choe Kyong Song, um habitante de Pyongyang.

Os católicos de Guão recorrem à oração como arma de paz, quando os políticos preferem servir os interesses da indústria do armamento.

Guão é uma ilha de 544 quilómetros quadrados que fica a 3.400 quilómetros de Pyongyang. Atualmente, vivem naquele território 162 mil pessoas, entre as quais 3.800 militares. A ilha foi cedida em 1988 aos Estados Unidos, depois da Guerra Hispano-Americana.