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Em Banguecoque, pode ser-se prisioneiro de livre vontade

Um casal de tailandeses abriu em Abril um hostel temático. A prisão foi o tema escolhido, o sucesso tem sido muito.

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Em Banguecoque, pode ser-se prisioneiro de livre vontade

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Luzes lúgubres, barras de ferro em celas estreitas com camas que parecem catres e, quando a porta se fecha, é tempo de se perceber que tudo à nossa volta se assemelha a uma prisão, em Banguecoque, chamada Sook Station.

Nada de perder o sorriso, contudo, porque o que parece pode não ser, hoje em dia, e é o caso aqui.

Apreciar as condições de uma prisão, ou a falta delas, para mais em família, com direito a uniforme às riscas e sem direito a queixas quanto à vista, parece estar a ser o sucesso inesperado na Tailândia, quando um casal de locais decidiu abrir um hostel temático em Abril. O tema? Uma prisão, claro.


Pensavam que iam ser visitados uma única vez por viajantes de mochila às costas, acabaram com cada vez mais clientela habitual, cada vez mais tailandesa e não maioritariamente estrangeira e que não corresponde aos mochileiros à procura do sítio mais barato, sem atender às condições.

Nada disso, quem vem ao Sook Station hostel quer experimentar o recolher diário de luzes apagadas, dormir em camas estreitas e vestir-se a rigor. Tudo por preços que podem ir dos 25 euros a pouco mais do dobro por noite.

Uma prisão externa onde o divertimento está presente, se se conta garantidamente com a luz da liberdade interior.