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Nova operação contra crime organizado no Rio

A criminalidade violenta chegou aos níveis mais altos dos últimos oito anos.

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Nova operação contra crime organizado no Rio

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Com AFP e Agência Brasil

O exército brasileiro e a polícia lançaram uma nova operação contra o crime organizado em diferentes favelas do Rio de Janeiro.

No entanto, as autoridades suspeitam de que um soldado tenha avisado alguns dos narcotraficantes acerca das operações.

Foi a terceira iniciativa do género em duas semanas, num dispositivo que contou com a presença de milhares de soldados e membros da marinha, assim como agentes da polícia e das autoridades federais.

As operações desenrolaram-se em sete das favelas mais perigosas da cidade carioca.

Crise depois dos Jogos Olímpicos

Um ano depois dos Jogos Olímpicos de verão, considerados como um êxito para a cidade e para o Brasil, o Rio de Janeiro encontra-se em plena crise económica.

A polícia confessa a dificuldade em conter a violência em toda a cidade, violência dominada pelas lutas entre grupos rivais ligados ao tráfico de droga.

As autoridades fluminenses dizem quer certas favelas encontram-se fora da jurisdição do estado do Rio de Janeiro, sendo locais onde as populações vivem com medo todos os dias.

Duas operações foram levadas a cabo no chamado Complexo do Alemão – uma favela onde a polícia deixou simplesmente de entrar – e na chamada comunidade do Jacarezinho.




Segundo a Globo News, a polícia procurava 14 suspeitos de envolvimento no narcotráfico. Pelo menos 20 pessoas terão sido detidas, diz a Agência Brasil.

Mais de 10 mil em operações contra o crime

O Governo brasileiro mobilizou, no fim do passado mês de julho, cerca de 10 mil elementos das diferentes forças de ordem, dos quais 8500 militares, para garantir a segurança no Rio.

Os cariocas queixam-se de um aumento da criminalidade violenta. Aumentaram também os roubos a camiões de carga, que se situariam na ordem dos 30 por dia.

A criminalidade encontra-se nos níveis mais elevados dos últimos 8 anos, com um aumento de 15% no número de homicídios em relação ao mesmo período do ano passado.