Última hora

Lula em campanha com presidenciais no horizonte e Temer no alvo

Ex-presidente não assume a pré-campanha, mas espera poder voltar a ser candidato em 2018 ao mesmo tempo que provoca controvérsia com uma dança entre jovens.

Em leitura:

Lula em campanha com presidenciais no horizonte e Temer no alvo

Tamanho do texto Aa Aa

Em plena pré-campanha presidencial não assumida, Lula da Silva começou pelo nordeste brasileiro uma digressão de autopromoção, acertos com o passado e de ataques ao governo de Michel Temer.

O ex-presidente foi condenado há pouco mais de um mês a nove anos e meio de prisão por corrupção, no âmbito da operação Lava Jato, mas foi-lhe permitido recorrer e aguardar a decisão do recurso em liberdade. O destacado militante do Partido Trabalhista admitiu o desejo de voltar a recandidatar-se à liderança do Palácio do Planalto, em Brasília, e decidiu começar desde já a tentar reconquistar a popularidade perdida.

Lula admitiu erros do PT no passado, diz que as elites nunca lhe perdoarem ter levado filé à mesa dos pobres, mas o foco dos discursos está no atual executivo, num momento em que também Michel Temer é visado pela justiça por alegados atos de corrupção.


O atual presidente escapou para já a um eventual processo de destituição, mas Lula ameaça não lhe dar descanso e acusa o executivo de Temer de estar a “vender” o Brasil.

“Estão no governo, a quebrar o Brasil e a vender as coisas boas que o país tem. Querem vender a Petróbras, querem vender o Banco do Brasil e querem vender a Caixa Económica”, acusou Lula da Silva, num comício realizado segunda-feira no meio de uma estrada em São Domingos, no estado de Segirpe.

Lula da Silva ainda não sabe se vai poder recandidatar-se. Tudo depende da decisão judicial ao recurso da condenação à prisão. A equipa do ex-presidente recusa admitir estar em curso uma pré-campanha presidencial e refere que a presente digressão “Lula pelo Brasil” pretende apenas promover Lula junto do povo e recuperar a popularidade perdida.


O ex-líder do Planalto até acede a dançar com jovens, como aconteceu domingo na Bahia. Parece resultar, mas a conotação sexual do passo de dança conhecido como “sarrada no ar” realizado domingo no meio de militantes da juventude do PT está a gerar controvérsia.

Vera Magalhães, jornalista e comentadora de política da Rádio Jovem Pan, classificou o momento da dança de de Lula como “nojento”, “ridículo” e um “incentivo à pedofilia, ao estupro e à gravidez precoce.”



Aparentemente imune, a caravana de Lula continua em marcha e esta terça-feira ainda pelo estado do Segirpe.