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Catalunha quer mostrar que "não tem medo" dos jiadistas

Cerca de 16 mil pessoas manifestaram-se, esta sexta-feira, na estância balnear de Cambrills, palco do segundo ataque.

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Catalunha quer mostrar que "não tem medo" dos jiadistas

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Com Efe e Lusa

Cerca de 16 mil pessoas participaram numa manifestação na estância balenar catalã de Cambrills, na Costa Dourada, contra os ataques jiadistas que tiveram lugar há cerca de uma semana na região autónoma espanhola da Catalunha.

Foi nesta localidade, situada na província de Tarragona, que um alegado grupo de jiadistas atacou seis pessoas, matando uma, que acabou por morrer no hospital. Os cinco homens foram abatidos por agentes da polícia autónoma da Catalunha, os Mossos d’Esquadra.




Os membros da polícia autónoma, assim como trabalhadores dos serviços de emergência receberam aplausos durante a manifestação com o lema Tots som Cambrills (Todos somos Cambrills, em língua catalã).

Participaram também representantes do Governo espanhol, da Generalitat (Governo autónomo da Catalunha), assim como Pedro Sánchez, secretário-geral do PSOE, Partido Socialista Operário Espanhol, maior força de oposição no Congresso dos Deputados (câmara baixa) e a presidente da Câmara de Barcelona, Ada Colau.

Manifestação em Barcelona este sábado

Prevê-se que milhares de pessoas marquem presença na manifestação contra os atentados, que terá lugar este sábado, em Barcelona, com o lema No tinc por (Não tenho medo, em catalão).

Horas antes dos ataques em Cambrills, um jiadista atropelou dezenas de pessoas em pleno centro de Barcelona, nas Ramblas, as conhecidas avenidas da capital catalã.




Morreram 15 pessoas, duas das quais eram cidadãs portuguesas, uma mulher de 74 anos e a sua neta de 20.

Para além do presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, espera-se também a presença do Rei Felipe VI, assim como membros do Governo nacional, autónomo da Catalunha e de outras Comunidades espanholas.

Rajoy apela a participação massiva

Mariano Rajoy pediu a todos os espanhóis para participarem na manifestação e manifestou o seu “carinho” pela Catalunha e pela cidade de Barcelona.

Rajoy teceu ainda elogios aos Mossos d’Esquadra, depois da força autónoma ter sido criticada por alegadamente não se preocupar em coordenar informação com o Corpo Nacional de Polícia (as forças de segurança nacionais espanholas) acerca de alegados jiadistas, o que teria contribuído para que alguns deles pudessem movimentar-se sem grandes preocupações em diferentes países europeus.




As declarações de Rajoy tiveram lugar a pouco mais de um mês do referendo sobre a independência da Catalunha anunciado pela Generalitat.