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NATO inquieta com compra turca de anti-aérea russa

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, disse que a NATO "ficou louca" quando soube da decisão, confirmada entretanto por Moscovo.

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NATO inquieta com compra turca de anti-aérea russa

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O presidente da República da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, anunciou a compra de um sistema de defesa anti-aérea do modelo S-400 à Rússia, numa decisão deixou a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a NATO/OTAN, inquieta.

A informação foi avançada pelo diário turco Hürriyet, de tendência nacionalista. Em declarações aos jornalistas no quadro de uma deslocação ao Cazaquistão, Tayyip Erdoğan disse estar, “tal como o presidente Vladimuir Putin”, determinado relativamente à questão.

Ancara e Moscovo aproximam-se

O acordo foi confirmado pelas autoridades russas de forma oficial, mas a decisão de Ancara poderia ser motivo de tensão com alguns dos aliados da NATO. Uma das razões citadas é o facto de que o sistema de defesa S-400 possa revelar-se incompatível com os sistemas utilizados por outros Estados-membros da organização.

Apesar de divergências em vários temas, como a questão síria ou o tratamento da minoria tártara na Península da Crimeia, as potências regionais parecem aproximar-se, à medida que as relações entre a Turquia e a União Europeia atravessam momentos de tensão.

O anuncio da assinatura do acordo, não significa, no entanto, que a entrega do material de defesa tenha lugar a curto prazo. Segundo o presidente turco, o próximo passo é a transferência de um crédito para a Rússia para financiar o contrato.

“Uma questão operatividade” para Washington

Para os Estados Unidos, o importante é que os sistemas de segurança dos diferentes Estados-membros sejam compatíveis, o que significa, em termos práticos, que o material de defesa deve ser comprado a países membros da Aliança.

Para alguns analistas, citados pela agência AFP, no entanto, a decisão é, neste sentido, uma mensagem do Governo turco às potências Ocidentais, que têm todo o interesse em manter boas relações com o segundo mais importante exército da NATO em termos absolutos.

Com AFP